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O conto de um sapato que fugiu...

O conto de um sapato

que fugiu

do

dono

a sete

pés

e perdeu o

irmão gémeo

A história de uma princesa que...

... queria ser uma fada madrinha e acabou por ser um pirilampo porque chocou contra um cabo elétrico e ficou quase que como electrocutada.

Era uma vez uma história que junta muitos elementos. Era uma vez um conto de fadas, ou melhor, uma princesa que queria ser fada em vez de ser princesa e que teve um final trágico. Bem, certamente já tereis percebido pelo título o desfecho final da nossa história.

Realmente, quem se lembra de escrever uma crónica ou mini conto e conta logo no título tudo o que vai acontecer? Eu!

A concentração

Há demasiadas distrações no nosso dia e na nossa vida. As coisas acontecem e repetem-se distraindo-nos do essencial. Esse mesmo que nos não sabemos qual é nem o que é. Há coisas e momentos que se cruzam connosco e que não conseguimos decifrar. A concentração é fundamental para chegar ao momento em que o resultado do movimento chega ao final sem ter intermédios.

A hesitação

Não sei bem como começar este texto. Há várias possibilidades de se iniciar alguma coisa e cada uma delas pode ter desfechos diferentes. Não sei se devo iniciar um texto definido e cujo tema já está definido, ou se devo prosseguir uma linha de pensamento que não está ainda bem definida, mas que me permitirá seguir por caminhos abertos. Não sei o que fazer. A dúvida e a escolha acompanham qualquer processo criativo ou decisões práticas diárias.

O barulho

É ensurdecedor. Demasiado grande o ruído que se ouve daqui e de além. Não se consegue ouvir nada mais além de um burburinho que é algo que cresce e se torna insuportável.

O barulho faz parte da nossa vida. Na morte certamente já não o ouviremos mas ele continua ao nosso redor. Até na sepultura o barulho incomoda os cemitérios. Não que alguém se queixe, mas há um ruído que dura e perdura em cada uma das entradas e saídas de uma casa sem vida.

A vergonha

Começo a escrever esta semana com algum receio, alguma insegurança em colocar as palavras juntas e construir frases que não sei se farão sentido algum. Se assim for, terei vergonha de escrever as linhas que se seguem.

Sendo muito semelhante a um camaleão, a vergonha pode assumir diferentes formas e aproximar-se daquilo que mais receamos.

O perfeccionismo

Aquilo que é perfeito é desprovido de erro. Não há nada na perfeição que seja uma falha ou que tenha uma irregularidade. A perfeição é o resultado sumo e final da obra que se constrói.

Uma construção que é perfeita é-o a nível tal que ninguém consegue detetar qualquer tipo de desvio ao planeado e o plano que lhe serviu de base é já de si perfeito.

A perfeição de um jogo de futebol acontece quando uma equipa não falha em nenhum dos passes e cuja estratégia é infalível, possibilitando uma vitória pelo maior número possível de golos.

O pânico

A noite caía devagar, marcando a transição entre o claro e o escuro. O coração de todos e de cada um batia de forma forte e acelerada. Eram muitos os corações que se emparelhavam e desenfreado o ritmo que, sendo ligado em máquinas, faria os motores do mais forte camião funcionar sem problema algum. Mas havia razão para tal. Na noite que se instalava devagar, a velocidade dos acontecimentos criava o pânico e os intervenientes sentiam, mais profunda que ninguém, a carga de ansiedade que a realidade trazia consigo.

A fadiga

Movimentavam-se dolentes debaixo do calor insuportável do Alentejo. As sombras eram mais pesadas que o próprio corpo. Num horizonte que se perdia de vista, caminhavam como se na penumbra fosse.

A fadiga vivia em todo o lugar da vida dos homens e das mulheres da baixa província. A fadiga movimentava-se no meio das coisas. No rosto das pessoas, o cansaço tomava o corpo da fadiga e tornava a dança do sol com o calor o suspiro da fadiga.

Os homens e as mulheres sabiam que os seus cansaços tinham um nome e viajavam entre pedaços de fazenda nessas terras.

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