Está aqui

Artigos publicados

História de uma folha que se recusou a deixar a árvore caducifólia...

História de uma folha que se recusou a deixar a árvore caducifólia onde vivia e passou o inverno a tremer de frio, fruto da sua teimosia.

Era uma vez uma gaveta de papéis onde toda a gente escondia os segredos...

Era uma vez uma gaveta de papéis onde toda a gente escondia os segredos e que, quando se fechava, não contava a ninguém o que aí se passava

Num determinado dia, antes que a noite se instalasse no planeta terra, existia uma casa grande… quase uma mansão… onde as pessoas entravam e saíam com irregularidade. Essa terra era muito longe de todos os lugares conhecidos. E as pessoas que lá moravam sabiam que naquela casa ninguém entrava. Quem lá entrasse sabia que aquela era a casa dos segredos. Se assim não fosse, não entraria lá.

O conto da noite em que todas as luzes do mundo se apagaram ...

... e a própria luz da Lua se recusou a iluminar as pessoas que buscavam a luz da meia-noite.

Faltavam poucos minutos para a meia-noite, para as zero horas do dia seguinte. Esse era o momento em que as coisas deviam continuar como sempre estavam… as luzes criadas pelo homem continuam a iluminar o nosso mundo. Durante o dia, a luz do Sol deixa ser a única a terra, e assim o faz.

Era uma vez uma couve que queria ser alface...

Era uma vez uma couve que queria ser alface porque o tempo é mais ameno no verão, mas que enquanto semente se enganou e acabou longe de casa a ser comida por um esquilo.

O conto de um sapato que fugiu...

O conto de um sapato

que fugiu

do

dono

a sete

pés

e perdeu o

irmão gémeo

A história de uma princesa que...

... queria ser uma fada madrinha e acabou por ser um pirilampo porque chocou contra um cabo elétrico e ficou quase que como electrocutada.

Era uma vez uma história que junta muitos elementos. Era uma vez um conto de fadas, ou melhor, uma princesa que queria ser fada em vez de ser princesa e que teve um final trágico. Bem, certamente já tereis percebido pelo título o desfecho final da nossa história.

Realmente, quem se lembra de escrever uma crónica ou mini conto e conta logo no título tudo o que vai acontecer? Eu!

A concentração

Há demasiadas distrações no nosso dia e na nossa vida. As coisas acontecem e repetem-se distraindo-nos do essencial. Esse mesmo que nos não sabemos qual é nem o que é. Há coisas e momentos que se cruzam connosco e que não conseguimos decifrar. A concentração é fundamental para chegar ao momento em que o resultado do movimento chega ao final sem ter intermédios.

A hesitação

Não sei bem como começar este texto. Há várias possibilidades de se iniciar alguma coisa e cada uma delas pode ter desfechos diferentes. Não sei se devo iniciar um texto definido e cujo tema já está definido, ou se devo prosseguir uma linha de pensamento que não está ainda bem definida, mas que me permitirá seguir por caminhos abertos. Não sei o que fazer. A dúvida e a escolha acompanham qualquer processo criativo ou decisões práticas diárias.

O barulho

É ensurdecedor. Demasiado grande o ruído que se ouve daqui e de além. Não se consegue ouvir nada mais além de um burburinho que é algo que cresce e se torna insuportável.

O barulho faz parte da nossa vida. Na morte certamente já não o ouviremos mas ele continua ao nosso redor. Até na sepultura o barulho incomoda os cemitérios. Não que alguém se queixe, mas há um ruído que dura e perdura em cada uma das entradas e saídas de uma casa sem vida.

Páginas