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Olaria Pedrada de Nisa, uma arte peculiar de moldar o barro

Trabalhar o barro é uma arte milenar com enorme expressão no Alentejo. Com esta manifesta-se não só de morfologias e funcionalidades múltiplas como também de decorações. Pela sua originalidade e necessidade de salvaguarda urgente, dedicamos este artigo à Olaria Pedrada de Nisa, deixando para nova oportunidade uma referência mais abrangente sobre tradição oleira alentejana.

Arte chocalheira, uma pérola da cultura alentejana

Dado o exíguo número de mestres chocalheiros existentes e com o intuito de evitar o desaparecimento deste ofício, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, em colaboração com a Câmara Municipal de Viana do Alentejo e a Junta de Freguesia de Alcáçovas, em boa hora, decidiram candidatar esta arte a Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Bonecos de Estremoz, do Alentejo para o Mundo

Seguimos o nosso périplo pelas manifestações culturais, tão singulares e genuínas da nossa região. De modelação única e pelas mensagens simbólicas que contêm, o figurado em barro de Estremoz é uma curiosa e original forma de arte que, pela sua elegância, nos faz especar em busca da sua interpretação.

Serra de Aires e Rafeiro, os guardiães do Alentejo

Parece não ter fim o potencial que o Alentejo nos oferece. Em cada recanto um costume, em cada lugar uma tradição. Uma ampla herança intemporal onde, para além do património artístico, patrimonial e cultural, também a fauna e flora são verdadeiros legados de uma biodiversidade tão peculiar neste território.

Tapetes de Arraiolos, um tesouro artístico do Alentejo

De entre profusas manifestações artísticas do Alentejo, os Tapetes de Arraiolos são uma conhecida arte de manufatura própria e imagem de marca da Vila que os baptizou. Pese embora a sua notoriedade em território nacional, esta verdadeira jóia da tapeçaria é também ela de amplo reconhecimento mundial.

Lendas do Alentejo, uma herança cultural a preservar

“E vós, formosas moiras encantadas,

Na noite de São João ao pé da fonte

Áureas tranças com pentes de ouro fino

Descuidadas penteando enquanto o orvalho

Nas esparsas madeixas arrocia

 E os lúcidos anéis de perlas touca…”

(Garrett 1963: 499)

Alentejo, um paraíso da doçaria conventual

Este livro se não entregará a outrem que não seja pessoa desta Casa, nem por cedência,

nem por empréstimo por afectar os proveitos, da feitura de doces que nesta Casa são feitos.

Santa Clara de Évora, 26 de Outubro de 1729

Inez Maria do Rosário

Escrivã

 

Por diversas vezes temos abordado os vários domínios em que o património cultural se manifesta na nossa região.  Seguimos a nossa demanda por uma prática ancestral e que merece o devido reconhecimento – os doces conventuais.

O sonho, um encontro inesperado que revela o papel preponderante das crianças e a sua mensagem para o país durante a pandemia

Das causas aos efeitos, da propagação ao contágio, do drama à serenidade, dos constrangimentos sócio-familiares aos entraves profissionais, dos apelos ao incumprimento, assim tem sido a rotina ou a quebra dela, que todos os dias nos inunda os mais variados canais de informação. Estranhos tempos estes, onde um inimigo sem rosto aparece sem aviso,  nos coloca numa luta sem tréguas, como se do capítulo de um livro de História se tratasse. Com mais ou menos dramatismo, mais ou menos esperança, não há vivalma neste pedaço de terra à beira mar plantado, que não pense. Sim, pensar… Lembram-se?

Bibliotecas Itinerantes, tempos em que os livros percorriam quilómetros pelo Alentejo

Pobreza, isolamento, diferenciação social, analfabetismo e precariedade, eram traços característicos e marcantes do Alentejo profundo. Décadas difíceis de parco acesso a informação, assim foram até meados do séc. XX. Como forma de subsistência das suas famílias, pais e mães trabalhavam arduamente por esses campos, recorrendo inúmeras vezes ao auxílio dos filhos nas lides domésticas ou até mesmo laborais.

Origens da gastronomia alentejana, a influência árabe na açorda

“A cozinha mais admirável é aquela capaz de conseguir um prato suculento e harmonioso utilizando somente um conjunto díspar de humildes alimentos”.

Jacinto Garcia (1999)

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