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Opinião

O copo meio cheio

Estanislau era um tipo muito calmo. Excessivamente comedido por vezes, diziam aqueles que o conheciam. Eu próprio não o conhecia. Tinha ouvido falar dele há uns tempos, através de conhecidos, mas nunca tinha tido um contacto próximo com a pessoa em causa.

Em dias pares, diziam as más-línguas, Estanislau tinha mau feitio. Nesses dias, não havia vivalma na aldeia que chegasse perto de si e lhe transmitisse os anseios, as ideias, as coisas que não se podiam dizer na praça do município.

O corpo caloso: a fonte de comunicação

O cérebro possui dois hemisférios (direito e esquerdo) que podem comunicar entre si através do corpo caloso. O corpo caloso é constituído por fibras, classificadas em diferentes tipos de radiações, que permitem a comunicação entre os lóbulos do córtex cerebral, onde assentam várias funções cerebrais (Shah et al., 2021; Fitsiori et al., 2011).

Azulejos

Enchi a sacola com pedras que fui apanhando no meu percurso e pedaços de argila junto a um ribeiro que enchi com as minhas lágrimas derramadas, tantas vezes por coisas sem importância ou sentido. Não eram tantas lágrimas que pudessem encher esse ribeiro, mas na sua mistura com as lágrimas de outros que por lá passaram e outros ainda que passarão, as lágrimas transformaram o Ribeirão num mar, devido ao sal nelas contido.

A argila misturou-se com as pedras que já se encontravam no saco que, aos ombros, carregava com dor.

Esta estória da competitividade está-nos sempre a tramar!

Somos sistematicamente bombardeados que os nossos territórios do interior e de baixa densidade populacional, não são competitivos face aos territórios altamente povoados do litoral. Que não vale a pena apostar e investir significativamente no interior.

É também comumente ´´aceite´´ que as pessoas vão para onde há economia e a emigração dirige-se para os centros urbanos do litoral. Essa é uma tendência bem velhinha, que ninguém consegue (ou quer) contrariar.

Ainda o tal 11 de setembro

Ao longo dos anos, já muito explicámos e falámos sobre os atentados de 11 de setembro.

Quer eu, quer os leitores, falámos e comentámos a memória daqueles ataques ao início da tarde em Portugal, início da manhã nos Estados Unidos.

Vários aviões sequestrados, cerca de 3000 mortes; entulho; um memorial.

Olhando atrás à luz da distância dos anos, fica a ideia que terá sido uma marca, um ponto de inversão do mundo, uma paragem num progresso que se sentia – na sua maioria – como sensato, razoável e com alguns valores.

O meu professor de literatura

Já tinha ouvido falar do Clube dos Poetas Mortos, visto o filme, e até ficado impressionado com o seu conteúdo, com aquilo que aquele professor despertara na turma de alunos, uns demasiado concentrados em cumprir as regras, outros absolutamente desinteressados e outros até que estavam só como figurantes.

Todos sabemos que a realidade não é assim e que aquilo que vemos no cinema ou lemos nos livros, tantas vezes não correspondem a uma realidade que não é a nossa.

“Alentejanos de gema” – Pedro Nunes

Por Joana Casca

Considerado por muitos o maior matemático português, Pedro Nunes revelou-se como um dos maiores vultos científicos da sua geração. Para além de se dedicar à área da matemática, o alentejano ocupou também o cargo de cosmógrafo-mor para o Reino de Portugal.

Ammaia: uma viagem no tempo

Por Joana Mancha Localizada no Alentejo, em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede, no concelho de Marvão, encontram-se preservados os vestígios do que outrora foi uma cidade romana.

Conhecida como Ammaia, ou cidade romana de Ammaia, esta é uma das ruínas mais antigas e mais importantes do país.

A torre da igreja

Caiu a torre da igreja! Caiu a torre da igreja e é mau presságio! Caiu a torre da igreja e nesta terra ninguém mais se vai levantar, ninguém mais vai acompanhar as horas e o cronometrar dos tempos. Gritava a mulher idosa em frente aos escombros daquela igreja com duas torres. Assustada, vestida de negro pelos pesos e as mortes todas que tinha já carregado na sua vida. O luto acompanhava-a já há pelo menos mais de um quarto de século.

Não há gente para trabalhar?

Há poucos dias, vi esta informação colada no vidro de um estabelecimento comercial e fiquei um pouco apreensivo… Sabemos que a situação é transversal ao país, mas a nossa região também já “se vê a braços” com o problema.

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