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Opinião

Gente mimada em tempos de pandemia

Os números falam por si. Hoje, segunda-feira, tivemos mais 167 mortes, um novo número máximo num só dia (há um total de mais de 9 mil), mais 276 internados (total de mais de 5000 internados) e mais 17 pessoas em Unidades de Cuidados Intensivos (estamos perto do limite de camas com mais de 700 internados).

Vários dias seguidos com mais de 10.000 novos casos diários tornaram Portugal o país com maior número de casos por milhão de habitantes, segundo a universidade norte-americana John Hopkins.

2088

Este é o ano de 2088. Há coisa de 20 anos, o mundo mudou. As razões porque mudou não se sabe bem ao certo, nem nunca se saberá. A mudança foi tão radical que praticamente toda a água se evaporou e desapareceu.

Parece um filme de ficção científica já tantas vezes repetido. Uma história que tantos previram já. Daria um bom romance ou um grande filme.

Fraca Política!

Um País a atravessar um período crítico, com uma pandemia difícil de controlar, a causar danos terríveis às pessoas, e os candidatos presidenciais entretidos em provações e contraprovocações estéreis e completamente inúteis.

Sim, é preciso domar esta pandemia. Sim, é preciso acabar com as mortes provocadas pelo COVID. Sim, é preciso soluções para a crise económica e social que rapidamente se vai instalar. Sim, é fundamental proteger os mais frágeis e mais desprotegidos.

Alentejo ao luar

Os dias mais limpos

vislumbram a Lua

bem antes do Sol

se pôr. A forma estreita

da rua por onde vou

não tem nexo; e só

neste instante percebo,

que o ter ou não ter nexo,

é um mero vício citadino.

 

É apenas aqui,

nesta aldeia do Alentejo,

que quando olho para cima

vejo o que existe para lá

daquilo que já conhecia.

Enquanto houver luar,

haverá claridade

para iluminar as ruelas

que me conduzem

até ao largo da igreja.

 

Pelo caminho,

Ano Novo, um novo desafio

De doze eram o triplo,

mas alguns se abrasaram;

E numa luta com o fogo,

só vinte e dois me restaram.

 

Acreditando em magia,

quantos devo eliminar

para sair do ano velho

e no novo ano entrar?

 

A longa história de uma centopeia

Centelha era uma centopeia. Chamavam-lhe assim vá-se-lá saber porquê. Mas era uma centopeia boazinha que mexia cinquenta pés de uma vez e os outros cinquenta de outra vez. Claro que intercalados, ou dava mau resultado e a centopeia cairia e não se conseguia mexer.

Vertiginosa Vontade

Raros pontos altos

tem o Alentejo; mas

sempre que me

posiciono no topo

de um deles, sinto

a vertiginosa vontade

de gritar: daqui eu vejo

toda a grandeza do mundo!

É preciso pensar que existe mais;

se não sairmos do nosso lugar

não podemos esperar nada

e não sabemos como

caminhar,

sonhar

ou até mesmo, voar!

 

 

Liderança – A mutação no bom sentido

Se há conceito em constante mudança, é o conceito de Liderança. É o tema preferido junto de académicos ligados aos recursos humanos e à gestão, e é muito popular no meio profissional, gerando um sem número de artigos, teorias e metodologias, enriquecendo inequivocamente a forma como as equipas de trabalho são geridas um pouco por todo o mundo. A sua evolução enquanto objeto de estudo é tão rápida quanto as mudanças ocorridas no mercado de trabalho, profundamente permeável às características únicas de cada uma das chamadas gerações de trabalho.

Assalto ao Capitólio? Que surpresa!

É de facto surpreendente que trinta mil pessoas se tenham juntado em Washington D.C. para participar num inocente comício de rua e de repente tenham marchado em direcção ao Capitólio e invadindo o dito cujo!

É surpreendente porque é algo inaudito, diz-se que a última vez que o edifício foi alvo de intrusão foi em 1814, pelo exército inglês quando este tentou reconquistar os Estados Unidos através do território do Canadá. E curiosamente, já os últimos invasores também usavam uniformes vermelhos!

Mantas de Reguengos de Monsaraz, um símbolo vivo do Alentejo

Pastores são figuras ímpares da cultura alentejana, gente simples e trabalhadora que de pasto em pasto aprenderam a lidar com as fortes amplitudes térmicas registadas na Região. Conhecedores dos campos como ninguém, debaixo de invernos frios e rigorosos, transportavam os rebanhos pelas planícies alentejanas. Para além do habitual traje composto por safões, pelico ou capote, as mantas desempenharam um papel fundamental no agasalho perante as gélidas madrugadas de inverno.

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