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Opinião

CATALUNHA INDEPENDENTE? ATÉ QUANDO?

Esta será a semana decisiva no futuro da Catalunha. Será o culminar de um processo bastante mal gerido em que ambas as partes envolvidas têm culpas no cartório.

Da parte dos independentistas, com o constante apelar ao uso da força e a fuga à negociação, numa tentativa, até ver bem conseguida, de forçar Madrid a aplicar o artigo 155 da Constituição Espanhola que suspenderá a autonomia do País.

BRYTER LAYTER

Já não reconheço um álbum pela capa. Não é grave, serão desde logo tentados a pensar. Mas é, e muito. Noutros tempos, entre o momento em que olhava pela primeira vez a capa de um disco e em que finalmente o ouvia podiam distar horas, dias, semanas. Esse espaço de tempo tinha, então, inevitavelmente, de ser preenchido com doses não controladas de expectativa e devaneio. Nada de inesperado, conquanto não raras vezes elevado à décima potência.

SUAR AS ESTOPINHAS

Eram duas cegonhas. Moravam ali a seguir a Castro Verde no caminho que vai para Aljustrel, antes do Carregueiro. Moravam no mesmo ninho em cima de um poste de pinho que servia de apoio às linhas do telefone. Alguém se tinha lembrado de pôr lá uma forma de segurar os ninhos e este casal de perna-longa, recém-casados, cegonho e cegonha. Conheceram-se há muito tempo, o seu falar era tão distinto quanto as longas patas e pernas ainda mais compridas, quase que como a fazer concorrência ao seu longo bico. Tudo era por um motivo e esse motivo confundia-se com a essência dos casais de cegonhas.

E AGORA?

O que fazer quando se perde uma referência? Alguém que sempre nos ensinou a acreditar até ao fim? A primeira pessoa a reconhecer o nosso esforço e o nosso valor?

Como se combate este vazio?

Geralmente nestas crónicas costumo apresentar algumas questões e outras tantas possíveis soluções mas, neste caso, a resposta torna-se não só dolorosa como difícil.

A referência permanecerá para sempre e em toda a acção que cada um de nós que hoje tenta combater este vazio praticará e colocará em tudo o que fizer.

E o resto? E agora?

BLUE VELVET (parte 2)

Blue Velvet (ou as dores de crescimento segundo o método Lynch)

FERVER EM POUCA ÁGUA

Fazia mesuras o dia inteiro. Andava meio tonto metade do dia e dormia a outra metade. Havia quem dissesse lá na cidade grande que era maluquinho. Talvez fosse. Não se sabia muito bem se era por causa das mesuras que fazia o dia inteiro, se porque andava tonto meio dia ou se porque dormia a outra metade. Ele não se chateava muito com isso. Nem se importava lá com as coisas que diziam dele. Fazia mesuras. Antes de se tornar meio tonto metade do dia era artista de circo e tinha andado por tantas terras como letras do alfabeto multiplicadas por vinte. Bem, tinha andado por muitos lugares.

ATRASOS NOS CONCURSOS ATRASAM A TECNOLOGIA

GRAVES ATRASOS NA ABERTURA DE CONCURSOS PARA PROJETOS NA ÁREA DA TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA.

 

Estamos praticamente a completar 2 anos de Governo do PS com apoio do BE, PCP e PEV.

No entanto, ainda não foram abertos os concursos de candidaturas para: desenvolvimento de infraestruturas na área da transferência de tecnologia; criação parques ciência e tecnologia; criação de incubadoras de base tecnológica; criação de viveiros de empresas; criação de ninhos de empresas; criação de Áreas de Acolhimento Empresarial; criação de Centros de Negócios.

AFINAL, AS AZINHEIRAS NÃO DERAM CORTIÇA!

Apesar da abstenção ter permanecido extremamente elevada, os resultados provisórios das eleições autárquicas de 2017 sugerem que quem votou, não só, não se deixou seduzir pelo canto das sereias como, ainda, penalizou fortemente os erros de “casting”.

BLUE VELVET/ 1986 (Parte 1)

Blue Velvet (ou as dores de crescimento segundo o método Lynch):

OS CÃES PASSAM E A CARAVANA LADRA

Era uma família nómada que vivia ali na beira do rio. Eram hippies alentejanos que tinham aprendido a conviver com a natureza de forma tão natural que se confundiam com a própria natureza em si. A mãe era as águas e o pai a terra de onde floresciam os vegetais e as frutas com que se alimentavam todos os dias do ano. A mãe era calma como as águas dos ribeiros, sem ondas que só suavemente se tornavam em ondulação. A mãe nunca gritava e nunca se chateava com os quatro filhos que tinha. Vivia no pacifismo das águas. Podiam ter-lhe dado, até, em honra disso, a alcunha de Mãe Água.

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