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Opinião

Os extremismos podem esperar, a vida humana não

A referência a Trump começa a ser uma constante nas notícias e nos espaços de análise política.

Desta feita uma das maiores, senão a maior violação de Direitos Humanos protagonizada pelos Estados Unidos.

Escudado numa lei Trump permitiu que crianças refugiadas ficassem em jaulas afastadas das suas famílias.

Famílias que antes de chegarem aos Estados Unidos passaram pelo inferno da guerra, dos bombardeamentos, das travessias para fugir e garantir a segurança e sobrevivência dos seus filhos.

Evolution

Evolution (2015), de Lucile Hadzihalilovic

Estranhamente nem crítica nem público prestaram o devido tributo a Evolution, a segunda longa-metragem de Lucile H (segunda de duas, por enquanto).

Estamos perante um projecto radical, é certo, mas que não nos empurra para um canto com um certo desdém, como tão bem (tão mal) (tão equivocadamente) o fazem outros, como Gaspar Noé ou Nicolas Winding Refn.

Prefere levar-nos pela mão. Pede vasto e dedicado culto, digamos.

Paço a Passo

Andava tudo num virote. A mulher, o marido, os filhos, os primos, os empregados e as empregadas, o cão, o gato, as galinhas e o pato. Porquê ninguém sabia bem. Eu sei, mas não conto. Enquadremos o texto que aqui se sugere a leitura. A família morava num paço, que é uma casa grande, enorme neste caso. O Paço da família Passos era uma distinta moradia. Andava tudo numa azáfama. Era dia de festa. O seguinte. Aquele era da preparação. A mulher, o marido, os filhos, os primos, os empregados e as empregadas, o cão, o gato, as galinhas e o pato.

Riscos de falhas do SIRESP no distrito de Évora

Há uma matéria que tem sido muito pouco falada na nossa região, mas que nos deve deixar preocupados. Tem a ver com o risco de falhas do SIRESP no distrito de Évora.

Recentemente, através de declarações à imprensa regional, o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Évora, informou que em 2017 o SIRESP não funcionava no distrito de Évora, tendo uma cobertura de apenas 40% do território.

Desembosnar

No dia 19 de junho um dos jornais nacionais publicava, a propósito do lançamento da discussão publica do Programa Nacional de Investimentos 2030, uma espécie de antecipação dos investimentos que teriam ficado de fora. Titulava que o “governo deixa Douro e Alentejo de fora de investimento para 2030” e é assim que se vai fazendo um certo tipo de jornalismo que pretende pouco mais do que sobreviver tentando desinformar.

Cidadania e ruralidade

Em tempos idos, onde no Alentejo profundo as dificuldades sociais implicavam um conjunto de comportamentos que aproximavam as suas gentes, factores como a solidariedade e confiança, estimulavam o aparecimento de movimentos cívicos e associativos onde a cooperação e espontaneidade eram indicadores de relevo. No fundo, actos que de forma inata permitiam às populações intervir de forma activa perante os mais variados quadrantes da vida política, cultural e social do seu território.

James Baldwin não é o meu negro, é o meu herói.

Acreditar que o mundo precisa de heróis é uma frivolidade que reduz o indivíduo a muito pouco, a quase nada, e que mais não faz que aceitar a desresponsabilização como fundamento. E sem individualidade responsável não há sapiens sapiens que nos valha. Nessa cama, a crer nas aparências, qualquer um se pode deitar sem sentir o peso da existência (iludindo as suas múltiplas consequências, quer dizer). O vazio total. Viver nesses termos pode ser leve, mas, bem vistas as coisas, de que serve passar todo o tempo que temos a contemplar o vácuo.

Início e fim

Mantenho-me sereno. Sempre sereno. Exceto quando perco a serenidade e me confundo comigo próprio e me iro comigo e sinto que os outros estão, eles, irados comigo. Estou calmo. E no meio desta calma que, mais do que aparente, é concreta. Escrevo estas linhas como quem fala em rima. Não me demoro no meio e faço com que cada verso rime com o próximo. Tudo isto para falar do início e do fim. Das coisas que começam e das que acabam sem dar sinal.

Falemos de jogos de tabuleiro modernos

É esta a primeira de um conjunto de crónicas que escreverei para o “Tribuna Alentejo” e que serão dedicadas aos jogos de tabuleiro modernos (também conhecidos pelo termo anglo-saxónico “board games”). Na verdade, a designação mais correcta será jogos de mesa, uma vez que nem todos se apresentam com um tabuleiro, mas optarei por utilizar a denominação mais corrente.

A semana de Trump

Esta será sem dúvida uma das mais marcantes semanas para Donald Trump.

Já começou com a reunião do G7 que fica marcada pela pressão dos restantes membros ao Presidente dos Estados Unidos na questão das taxas comerciais.

Desde o  Canadá, um dos países mais tolerantes do Mundo até à toda poderosa Alemanha, todos concordam na necessidade da urgente revisão de uma das mais recentes medidas de Trump: o aumento exponencial das taxas comerciais.

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