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O Medo viaja sem passaporte

Medo de mim. Medo que a minha mente viaje sem a minha autorização.

As minhas veias estão preenchidas de lágrimas zangadas. O meu coração está deprimido, colorido com a cor mais melancólica que alguma vez conhecera.

Os meus ouvidos estão esgotados dos pensamentos que berram uma sinfonia infeliz. Segurando a minha cabeça inquieta entre as duas mãos, grito sussurrando,

"-Ajuda".

Mas é em vão. Não será tudo?

Ao lado do sofá verde pardo há um espelho. Serei corajosa o suficiente para encarar o meu monstro?

Uma súplica de Liberdade

É como se estivéssemos todos a viver dentro do mesmo sonho, aliás, presos nele. Sempre que vemos a saída, voltamos ao início. É quase como um jogo que dura há meses, onde para ganhar, se requer o esforço de todas as partes, onde nem todas estão a colaborar. É o jogo mais difícil que passará por todos nós; mexe com emoções, principalmente com o medo. Há dias e dias que adormecemos junto a esse monstro, pedindo que ele desapareça o mais depressa possível. Mas ele insiste em regressar sempre.

Parece um universo paralelo. Repetimos sempre o dia anterior. Como um flashback.

Medo do Tempo

Tenho fobia ao tempo.

Ao ponteiro que corre mais depressa que o meu próprio piscar de olhos.

Ao barulho irrequieto que conta os passos que os segundos dão. Dias mais tarde, apaixonei-me por ele, o tempo.

Dei por mim afundada numa relação tóxica presa entre quatro paredes. Quatro paredes negras com um cheiro desagradável que se aproximam de mim mais depressa que os ponteiros um do outro.

Foi aí que o vi. Aí sim, o tempo decidiu dar-me tempo e parou.