Tribuna Alentejo
Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas
Alentejo

CCDR Alentejo assina protocolo com UMP para valorização do património das Misericórdias

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, I.P. e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) vão assinar, no próximo dia 14 de julho, um protocolo de colaboração destinado a reforçar a valorização, conservação e dinamização do património cultural das Santas Casas da Misericórdia da região. A iniciativa pretende assegurar um apoio técnico continuado e qualificado às Misericórdias, com vista à preservação do seu vasto e diversificado acervo patrimonial.

Com este protocolo, a CCDR Alentejo formaliza o seu papel como entidade de referência no acompanhamento técnico da gestão do património cultural, disponibilizando equipas especializadas para ações de avaliação, diagnóstico e aconselhamento junto das Misericórdias. O objetivo é garantir que as intervenções sobre o património imóvel, móvel, arquivístico e imaterial destas instituições sejam feitas com qualidade, respeitando os princípios da conservação e da valorização patrimonial.

O Alentejo destaca-se a nível nacional pela abrangência e detalhe do seu trabalho de inventário do património das Misericórdias. Na área sob jurisdição da CCDR Alentejo – que inclui os distritos de Portalegre, Beja, Évora e parte do distrito de Setúbal – estão ativas 69 Misericórdias. Neste território, foram já identificadas e catalogadas mais de 19 mil peças de património móvel e museológico, num esforço liderado pelo departamento de património cultural da UMP. Esta base de conhecimento constitui um recurso essencial para a definição de políticas de salvaguarda e para o desenvolvimento de projetos de valorização cultural.

A assinatura do protocolo decorre num momento de transição de competências do Estado para as CCDR no domínio da cultura, substituindo as anteriores Direções Regionais. Segundo a CCDR Alentejo, este acordo constitui um passo estratégico na consolidação do novo modelo de gestão cultural, com impacto direto nas comunidades locais e na preservação da memória coletiva. A iniciativa poderá ainda ser replicada noutras regiões do país, através da celebração de protocolos semelhantes com as restantes CCDR.

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