O mercado de arrendamento em Portugal voltou a registar uma trajetória de subida, com os preços das rendas a aumentarem 4,9% em agosto face ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o mais recente índice de preços do idealista, o valor mediano fixou-se nos 18,1 euros por metro quadrado, consolidando o segundo mês consecutivo de valorização após uma tendência de queda no primeiro semestre. A nível regional, o Alentejo destacou-se ao posicionar-se como a segunda região do país onde o custo das habitações para arrendar mais cresceu no último ano, com um avanço expressivo de 11%, sendo apenas superado pelo Algarve, que liderou os aumentos ao disparar 22,8%. A nível nacional, os preços subiram em seis das sete regiões analisadas, tendo o Norte sido a única exceção ao registar uma quebra de 6,3%.
Na análise detalhada por zonas, a Área Metropolitana de Lisboa manteve o estatuto de região mais dispendiosa para arrendar casa, com o metro quadrado a fixar-se nos 21,5 euros, ultrapassando por uma margem mínima o Algarve, que se fixou nos 21,3 euros. O Alentejo surge na quinta posição deste ranking regional, apresentando um custo mediano de 11,6 euros por metro quadrado. No interior alentejano, a tendência de subida refletiu-se de forma distinta entre os territórios: no balanço dos últimos 12 meses, o distrito de Portalegre registou uma subida de 5,5%, enquanto Évora teve um incremento mais ligeiro de 1,1%. Já no que toca aos valores absolutos por distrito, o metro quadrado em Évora atingiu os 10,7 euros, ao passo que Portalegre se manteve como um dos pontos mais acessíveis do país, com um preço de 7,2 euros. A capital de distrito, a cidade de Évora, acompanhou este movimento com um acréscimo anual de 2,5%, fixando a renda mediana na cidade em 12 euros por metro quadrado.
Olhando para o panorama das restantes cidades e distritos portugueses, Viana do Castelo liderou as subidas a nível urbano com um disparo de 32,2%, seguida de perto por Aveiro, que cresceu 23,8%. Em sentido inverso, Coimbra, Faro e Porto registaram as descidas mais acentuadas nas respetivas cidades, com quebras superiores a 6%. Na tabela das capitais mais caras, Lisboa mantém-se isolada no topo, custando 24,5 euros por metro quadrado, contrastando fortemente com Castelo Branco, que permanece como a cidade mais económica para os inquilinos, apresentando uma média de 7,2 euros por metro quadrado.
