A criação de novas empresas em Portugal registou uma quebra em agosto de 2026, com o Alentejo a destacar-se pela negativa, face ao recuo de 16% observado no distrito de Évora.
Durante o mês de agosto de 2026, assistiu-se ao nascimento de 3.151 sociedades no país, o que representa uma redução homóloga de 8,8% — traduzindo-se em menos 303 firmas fundadas do que no mesmo mês do ano transato. Esta tendência de abrandamento consolida a trajetória de quebra que o balanço acumulado do ano já vinha a demonstrar em comparação com os anos anteriores.
Na distribuição geográfica, os distritos de Lisboa, Porto e Setúbal mantiveram-se na liderança do empreendedorismo nacional, contabilizando 11.127, 6.447 e 2.904 novas constituições, respetivamente. No campeonato do crescimento, Angra do Heroísmo destacou-se com uma subida expressiva de 27%, seguida por incrementos mais moderados em Vila Real (+5,8%), Santarém (+6,1%) e Coimbra (+4,7%). Em contrapartida, o panorama foi adverso na Madeira, que liderou as perdas com uma contração de 21%, seguida de perto por Ponta Delgada (-18%), Évora (-16%) e Faro (-8,8%).
No que toca à análise por setores de atividade, o dinamismo foi impulsionado pela Indústria Extrativa e pelo ramo da Construção e Obras Públicas, que viram o volume de novas empresas progredir 20% e 13%, respetivamente. Em sentido oposto, os setores da Eletricidade, Gás e Água recuaram 28%, acompanhados por quebras acentuadas na Agricultura, Caça e Pesca (-26%) e nas Telecomunicações (-23%).
