O Alentejo conquistou duas das sete categorias das Novas 7 Maravilhas de Portugal, com as Ruínas de São Cucufate, em Vila de Frades, no concelho de Vidigueira, a vencerem na categoria História, e a Tiago Cabaço Winery, em Estremoz, a triunfar na categoria Século XXI.
A decisão foi conhecida na noite de sábado, 12 de setembro, durante a Grande Final Nacional das Novas 7 Maravilhas de Portugal, realizada no Palácio Nacional de Sintra. A edição de 2026 colocou 21 patrimónios em competição, três por cada uma das sete categorias.
Na categoria História, as Ruínas de São Cucufate foram distinguidas como uma das novas maravilhas nacionais. Localizado em Vila de Frades, no concelho de Vidigueira, o complexo arqueológico constitui um dos principais testemunhos da presença romana no território alentejano.
A villa romana teve origem no século I e conheceu uma importante transformação no século IV, período em que adquiriu uma configuração monumental, com dois pisos, termas e jardins. O sítio arqueológico está associado a uma antiga exploração agrícola e constitui também um importante testemunho da ocupação e actividade económica do território durante o período romano.
A candidatura de São Cucufate tinha garantido o apuramento para a fase nacional depois de vencer a categoria História na Final Regional Alentejo e Ribatejo, realizada em Santarém, e posteriormente assegurar um dos três lugares da categoria na final nacional.
Na categoria Século XXI, a vitória coube à Tiago Cabaço Winery, adega situada em Estremoz. O projecto distingue-se pela arquitectura contemporânea e pela integração na paisagem vitivinícola, tendo sido concebido em forma de meia-lua e parcialmente enterrado no terreno.
A candidatura de Estremoz chegou à final nacional depois de vencer a categoria Século XXI na final regional do Alentejo e Ribatejo e de ser posteriormente seleccionada entre os três finalistas nacionais da categoria. Na fase decisiva, enfrentou o Centro Interpretativo do Vulcão dos Capelinhos, nos Açores, e o Museu do Azeite, em Oliveira do Hospital.
As duas distinções representam um resultado de relevo para o Alentejo, que colocou três candidaturas na final nacional. Além de São Cucufate e da Tiago Cabaço Winery, o Aqueduto da Amoreira, em Elvas, chegou à final na categoria Grandes Obras. A região tinha conseguido apurar sete patrimónios para a meia-final nacional, mas apenas estas três candidaturas avançaram para a decisão final.
O resultado junta, assim, dois exemplos distintos do património alentejano: em Vidigueira, um testemunho arqueológico com cerca de dois mil anos de história; em Estremoz, uma obra arquitectónica contemporânea associada à produção vitivinícola. As duas candidaturas acabam por representar, em áreas diferentes, a presença do Alentejo entre os patrimónios distinguidos a nível nacional.
