Um novo projeto sediado em Beja pretende resolver a escassez de mão de obra na agricultura alentejana e, em simultâneo, promover a inclusão de quem procura trabalho na região. Denominada LIMA Alentejo, a iniciativa foca-se na integração direta de 500 migrantes e é dada a conhecer aos produtores locais esta quinta-feira, pelas 16h00, no Salão Nobre da Santa Casa da Misericórdia de Beja.
Promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Beja, este plano visa alinhar as vagas disponíveis nas herdades com os cidadãos desempregados, abrangendo tanto a comunidade imigrante como a população local. O pilar central desta ligação será uma plataforma online onde os empresários agrícolas e os candidatos podem cruzar dados sobre ofertas de emprego, qualificações, horários disponíveis e as necessidades específicas de cada época de colheita.
Para além de funcionar como bolsa de emprego, o programa estende-se até dezembro de 2027 com uma forte vertente de capacitação. Através de uma Escola de Campo direcionada para culturas de regadio e sequeiro, serão ministradas 250 horas de formação que englobam competências agrícolas, aprendizagem do português, regras de segurança, cidadania e legislação laboral. Os beneficiários contarão ainda com aconselhamento jurídico e mediação social para garantir uma integração digna.
Financiado pela Iniciativa Gulbenkian Integração, o LIMA Alentejo resulta de um consórcio que reúne nove organismos de quadrantes sociais, autárquicos e empresariais, entre os quais a AABA, ACOS, CABB, Cáritas Diocesana de Beja, CERCIBEJA, Câmara Municipal de Beja, EDIA e NERBE/AEBAL. A sessão desta tarde serve precisamente para detalhar o funcionamento do ecossistema digital e esclarecer os agricultores sobre como usufruir deste mecanismo regulador do mercado de trabalho rural.
