A arbitragem de Luís Godinho no empate a uma bola entre o Famalicão e o Sporting provocou uma onda de contestação de ambas as equipas, num duelo marcado por decisões polémicas na área e muita tensão no relvado. Logo aos sete minutos, os leões reclamaram uma grande penalidade por falta de Rodrigo Pinheiro sobre Maxi Araújo, mas nem o juiz da partida nem o videoárbitro consideraram o lance faltoso. O clima aqueceu ainda mais no primeiro tempo quando um golo de Flávio Gonçalves para o Famalicão acabou anulado por mão na bola, seguido de vários desentendimentos que resultaram em cartões amarelos e na advertência de Luís Neto no túnel de acesso aos balneários.
Na segunda metade, a polémica subiu de tom aos 79 minutos, altura em que Luís Godinho assinalou penálti a favor do Sporting por derrube a Fotis Ioannidis, que Luis Suárez converteu com sucesso. Os famalicenses contestaram de imediato a decisão, alegando a existência de duas infrações anteriores cometidas pelos avançados leoninos, mas o castigo máximo foi validado. O nervosismo continuou a marcar o encontro com a expulsão de Roméo Beney do Famalicão e os protestos do técnico Carlos Carvalhal.
Já no período de compensação, um autogolo de Gonçalo Inácio restabeleceu a igualdade final, castigando os campeões nacionais com a perda de dois pontos após o compromisso europeu. A atuação do árbitro colheu críticas díspares na imprensa: enquanto o analista Pedro Henriques deu nota negativa (quatro) com foco no erro contra o Sporting no início do jogo, o ex-árbitro Marco Ferreira foi muito mais severo, classificando o trabalho de “vergonhoso” e atribuindo uma nota dois devido ao critério disciplinar e à falha do VAR.
