A Universidade de Évora vai submeter uma nova proposta para a criação do Mestrado Integrado em Medicina até março de 2027. O anúncio foi feito pelo reitor da instituição, António Candeias, que confirmou o início dos trabalhos de reestruturação do curso e a criação de novas parcerias estratégicas para garantir a sustentabilidade do projeto. Esta será a terceira tentativa da academia alentejana, após duas reprovações anteriores por parte da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).
Para avançar com o processo, a universidade está já a constituir um grupo de trabalho e uma comissão estratégica de acompanhamento. O objetivo principal é desenhar uma candidatura mais robusta, alinhada com as necessidades pedagógicas atuais e com as exigências da região, de forma a obter ‘luz verde’ dos avaliadores. O reitor demonstrou confiança no sucesso desta nova fase de reformulação.
O último chumbo da A3ES ocorreu em abril de 2025, sustentado por um parecer desfavorável da Ordem dos Médicos. Na altura, a agência reguladora apontou falhas graves na proposta, como a incerteza quanto à sustentabilidade financeira e logística a curto e longo prazo. Entre as principais lacunas identificadas estavam a falta de um hospital universitário central funcional, a insuficiência e a qualificação desigual do corpo docente, e a inadequação das instalações destinadas à simulação clínica.
