Os estudantes do Alentejo registaram o desempenho mais baixo do país em todas as vertentes avaliadas pelo PISA 2025, segundo os dados oficiais do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação. O relatório coloca a região consistentemente abaixo da média nacional em áreas vitais como a leitura, a matemática, as ciências e as competências do domínio digital, evidenciando um fosso acentuado em relação ao resto do território português.
O défice mais grave foi identificado na literacia de Leitura, onde a juventude alentejana de 15 anos se fixou nos 427 pontos, uma quebra expressiva face aos 462 pontos da média de Portugal e uma distância substancial de 50 pontos quando comparada com a região Centro, que lidera a tabela nacional. O cenário de fragilidade repete-se na Matemática, disciplina na qual a região assina a pontuação mais fraca com 428 pontos, ficando atrás da Península de Setúbal e dos Açores. Nas ciências tradicionais e no novo indicador de Ciências do Ambiente, o Alentejo também não foi além dos 448 pontos, contrastando com a fasquia nacional que superou os 480 pontos em ambos os domínios.
Esta tendência de insucesso estende-se ao ambiente tecnológico, uma vez que os alunos locais demonstraram bastantes dificuldades na resolução computacional de problemas, com uma média de 472 pontos contra os 501 obtidos a nível nacional, somando-se a desempenhos modestos nas áreas específicas de programação e modelação. Importa notar que estes resultados refletem a avaliação de uma amostra restrita de 307 alunos de 10 escolas da região alentejana, inseridos num universo nacional de quase sete mil estudantes. A consistência destes dados negativos acende um forte sinal de alarme, levantando sérias preocupações sobre as assimetrias regionais, a escassez de recursos educativos no interior e o direito a uma igualdade de oportunidades no sucesso escolar dos jovens alentejanos.
