Odemira serve novamente de cenário e inspiração para o lançamento da 4.ª edição do projeto de banda desenhada “Histórias à Sombra do Montado”, uma iniciativa cultural que celebra o sobreiro e o ecossistema local desde 2022. O evento de apresentação está marcado para o dia 5 de setembro, às 18h00, na Biblioteca Municipal José Saramago, em Odemira, contando com a participação do fundador do projeto, Hugo Tornelo, e do artista Alain Corbel.
Mantendo o modelo de sucesso dos anos anteriores, a obra nasceu de visitas ao terreno onde escritores e ilustradores, organizados em duplas, transformaram as suas vivências alentejanas em narrativas visuais. Este novo volume reúne quatro contos assinados pelos escritores Ana Pessoa, Marta Oliveira, Rafael Dionísio e Ricardo Henriques, que ganharam vida através dos traços dos artistas Alain Corbel, João Fazenda, Ostraliana e Susa Monteiro.
Segundo Hugo Tornelo, o grande objetivo da iniciativa é homenagear o montado não só pelo seu valor ecológico, mas como pilar da identidade de Odemira e da cultura do Alentejo, oferecendo novas perspetivas artísticas sobre a região.
O líder do município, Hélder Guerreiro, destaca o simbolismo do evento coincidir com a reabertura da biblioteca municipal, após um ano de obras de remodelação. O autarca estabelece um paralelo entre o montado, que protege a natureza e a paisagem, e a biblioteca, que salvaguarda a memória e a palavra escrita, definindo ambos como patrimónios essenciais para as futuras gerações.
Esta edição tem uma tiragem de 4.000 exemplares, que vão ser entregues de forma totalmente gratuita à população por todo o concelho.
Alain Corbel (Bretanha, 1965) é um Ilustrador francês, que destacou pelas suas obras, com influências africanas, ocidentais e orientais, tendo em 2002 ganhado o o Prémio Nacional de Ilustração.
Destacou-se como ilustrador, cujas obras apresentam influências africanas, ocidentais e orientais, fruto das várias viagens que fez. Foi o fundador de duas revistas de banda desenhada, a Mokka, em cooperação com Eric Lambé, e a Pelure Amère, e entre 1996 e 1997 exerceu como director artístico da divisão infantil do jornal bretão Nekepell. Desenvolveu uma forte ligação com Portugal, onde chegou nos princípios da década de 1990, tendo trabalhado como artista de banda desenhada, ilustrador e escritor, tendo colaborado em diversos periódicos.
