Uma reunião pública em Elvas foi marcada por momentos de grande tensão e confrontos físicos, após a invasão do espaço por um antigo autarca que não tinha sido convocado. O incidente foi inicialmente partilhado na rede social Facebook por Tiago Abreu, ex-vereador do município, que publicou um vídeo onde alega ter sido alvo de agressões verbais por parte do presidente da Câmara Municipal de Elvas, José Rondão Almeida. O semanário local Linhas de Elvas teve acesso às imagens e contactou o presidente do município, que esclareceu o sucedido, justificando que a sessão se destinava exclusivamente aos moradores dos fogos que vão ser alvo de intervenções técnicas. Devido ao desentendimento, os trabalhos sofreram um atraso substancial, mas a agenda acabou por ser cumprida na íntegra.
A confusão começou quando Rondão Almeida solicitou a saída de todas as pessoas alheias ao grupo de residentes convidados. Tiago Abreu recusou abandonar as instalações e começou a filmar a reunião com o seu telemóvel, ignorando a oposição expressa do líder do executivo municipal. A insistência na gravação gerou uma acesa troca de palavras e tentativas físicas de reaver ou travar o uso do dispositivo, com a intervenção do Chefe de divisão de Obras, Cláudio Carapuça, e de vários populares que tentaram acalmar os ânimos. No meio do tumulto, gerou-se uma troca acidental de telemóveis: após ficar sem o seu, o ex-vereador retirou o aparelho de Rondão Almeida que se encontrava em cima da mesa presidencial, confundindo-o com o seu próprio exemplar. A situação fez escalar os protestos e gerou nova onda de indignação no recinto.
Os confrontos físicos intensificaram-se e alastraram-se para uma sala contígua, onde a discussão ruidosa prosseguiu entre os dois principais envolvidos. Durante os empurrões no salão principal, Hélder Canas, um cidadão que tentava imobilizar o antigo vereador para repor a ordem, acabou por ser projetado violentamente contra o solo e atingido com uma joelhada. As imagens recolhidas pela imprensa regional confirmam o cenário de enorme exaltação antes de as autoridades serem chamadas a intervir. A ordem e a normalidade só foram restabelecidas com a chegada de agentes da Polícia de Segurança Pública que, após validarem a lista de presenças e confirmarem que o ex-autarca não possuía convite, conseguiram convencê-lo a retirar-se do edifício. Sem a presença do elemento perturbador, os esclarecimentos técnicos avançaram e, no encerramento, o presidente da câmara lamentou publicamente os desacatos e pediu desculpas aos moradores pelos transtornos causados.
