Tribuna Alentejo
Saúde

Com Radioterapia encerrada desde junho, doentes oncológicos de Évora são forçados ir para Lisboa ou Faro. BE exige reabertura imediata do serviço

O Bloco de Esquerda (BE) de Évora exige a reabertura imediata do serviço de radioterapia no hospital local, manifestando uma profunda inquietação face à situação dos doentes oncológicos da região. Desde o encerramento da unidade em junho, centenas de utentes têm sido forçados a deslocar-se para hospitais em Lisboa, Santarém ou Faro para dar continuidade aos seus tratamentos.
A Comissão Coordenadora Distrital do partido explica que a paragem original da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) visava a modernização de dois aceleradores lineares — um investimento de quatro milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Contudo, após a fase de renovação técnica, o serviço permanece inoperacional devido a aparentes falhas na gestão e na operação do espaço.
A situação agravou-se com o impasse no concurso público de concessão para os próximos quatro anos, orçado em mais de 18,6 milhões de euros. Embora a empresa Altrys Portugal tivesse vencido o concurso (sucedendo à Joaquim Chaves Oncologia), o processo terá sido anulado pelo Tribunal de Contas por motivos ainda não totalmente esclarecidos.
O BE alerta também para o clima de instabilidade que afeta os técnicos de radioterapia. Apesar de manterem os contratos ativos com a atual concessionária, estes profissionais enfrentam grande incerteza quanto ao seu futuro laboral.
Para a estrutura partidária, o modelo de gestão privada deste serviço não oferece as garantias nem a estabilidade necessárias aos doentes e às suas famílias. Face a este cenário, os bloquistas desafiam a administração da ULSAC a assumir a gestão direta e autónoma da radioterapia no Hospital de Évora e exigem total transparência no esclarecimento das medidas que serão tomadas para resolver o problema.

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