“Fogo do Vento”, a primeira longa-metragem da realizadora Marta Mateus, estreia-se nas salas de cinema portuguesas no dia 21 de maio, após uma aclamada carreira internacional. O filme, rodado ao longo de quatro anos e inspirado nas memórias e vivências do Alentejo, foi considerado pela revista The New Yorker um dos 20 melhores filmes de 2025.
O elenco é composto por atores não profissionais, maioritariamente habitantes do concelho de Estremoz — trabalhadores rurais, membros da comunidade cigana e a própria família da realizadora. A narrativa parte da jornada da vindima para mergulhar em histórias partilhadas à sombra dos sobreiros, atravessando a memória coletiva portuguesa desde a Primeira Grande Guerra, passando pela ditadura e pela guerra colonial, até aos dias de hoje.
O palmarés internacional inclui o Prémio FIPRESCI no Festival de Gijón, o prémio de Melhor Primeiro Filme no Festival de Busto Arsizio, o Prémio Especial do Júri no Avant-Garde Film Festival de Atenas, o prémio de Melhor Realização no Festival Caminhos do Cinema Português e o Grand Jury Prize no Most – Festival Internacional de Cinema del Vi. O filme estreou mundialmente em Locarno e passou ainda por BFI Londres, Tóquio, Viena, Hamburgo, Valdivia, Jeonju e por universidades como Harvard, Yale, Princeton, Stanford e Berkeley.
O filme é produzido pela Clarão Companhia, fundada por Marta Mateus e Pedro Costa, em coprodução com a Casa Azul Films e Les Films d’Ici. A realizadora assinou também o argumento, a direção de fotografia — partilhada com Vítor Carvalho — e a montagem, em colaboração com Claire Atherton.
