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Preço do cabaz de alimentos em Portugal subiu 34% nos últimos anos. Inflação alimentar supera as médias europeias

Preços dos alimentos continuam a disparar: carapau, bacalhau e carne lideram subidas
O custo dos bens alimentares em Portugal registou fortes aumentos, com os produtos frescos e o peixe a penalizarem severamente as carteiras dos consumidores. De acordo com a monitorização regular realizada pela DECO PROteste, a comparação com o período homólogo do ano anterior revela que o carapau foi o alimento que mais encareceu, sofrendo um agravamento de 42% e fixando-se agora nos 5,57 euros por quilo. No topo dos aumentos anuais destaca-se também o bacalhau graúdo, cujo preço subiu 29% para se fixar nos 20,73 euros por quilo, seguido de perto pelo tomate chucha, que encareceu 26% e atinge atualmente os 2,63 euros por quilo.
Este cenário de escalada de preços em Portugal ganha contornos ainda mais preocupantes quando comparado com o panorama da União Europeia. Dados do Eurostat indicam que o ritmo da inflação alimentar no mercado nacional tem superado as médias europeias. A título de exemplo, a estimativa rápida mais recente do Eurostat aponta para uma taxa homóloga de 1,4% na categoria de alimentação, álcool e tabaco na Zona Euro, ao passo que os indicadores em Portugal se mantêm visivelmente acima deste patamar. O impacto acumulado desde o período pré-pandémico (fevereiro de 2020) traduziu-se num agravamento próximo dos 34% no cabaz alimentar português, ultrapassando a variação média comunitária. Esta assimetria deixa as famílias portuguesas numa posição vulnerável, figurando no pódio dos cidadãos da União Europeia que maior percentagem do orçamento doméstico canalizam para a alimentação, uma realidade agravada pela disparidade entre o rendimento médio nacional e o custo real dos bens de primeira necessidade.
Numa perspetiva de longo prazo, o cenário torna-se ainda mais pesado para o orçamento familiar. Analisando a evolução dos preços desde o arranque desta avaliação detalhada, a 5 de janeiro de 2022, os dados mostram que a carne de novilho para cozer mais do que duplicou de preço, acumulando uma subida impressionante de 110% e custando agora 12,25 euros por quilo. O bacalhau graúdo volta a estar em evidência ao registar um salto de 96% no mesmo período (passando a custar os referidos 20,73 euros por quilo), enquanto a couve-coração fecha este pódio histórico com um acréscimo de 86%, com o preço atual fixado em 1,85 euros por unidade.
Para ajudar os cidadãos a gerir as despesas diárias e a perceber que estabelecimentos oferecem as melhores tarifas na sua região, a organização disponibiliza o Simulador de Supermercados Online da DECO PROteste. Através desta ferramenta digital, é possível calcular os custos das compras e identificar de forma personalizada onde fazer as escolhas mais económicas. A listagem completa e detalhada com as maiores oscilações de preços — abrangendo as variações semanais, acumuladas desde o início do ano, face ao mesmo mês do ano passado e desde o início de toda a análise — encontra-se disponível no relatório documental em anexo.

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