Vários serviços públicos e estabelecimentos de ensino têm hoje as portas fechadas devido a uma paralisação de 24 horas convocada por três organizações sindicais ligadas à CGTP. O protesto, que arrancou à meia-noite, afeta cerca de 350 mil funcionários das carreiras gerais do Estado, incluindo técnicos superiores, assistentes técnicos e assistentes operacionais da administração central, local e regional. O impacto está a fazer-se sentir de forma significativa no funcionamento de escolas, universidades, secretarias da Segurança Social, repartições de registo e notariado, tribunais e ainda nos serviços de recolha de resíduos urbanos. O Alentejo não é excepção, com um número ainda não apurado de escolas e serviços encerrados.
A contestação é liderada de forma conjunta pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) e pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL). Na base do descontentamento está a exigência de uma valorização profissional imediata para estes trabalhadores, apontados pelos sindicatos como os menos remunerados de toda a máquina estatal.
Além do reconhecimento das particularidades de cada função, as estruturas representativas exigem a abertura urgente de negociações salariais, recusando aguardar pelo próximo ano letivo ou económico. Como parte do dia de protesto, está agendada para as 11h00 uma marcha de protesto em Lisboa, que ligará a Praça da Figueira ao Ministério das Finanças, culminando numa concentração que contará com a intervenção de Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP-IN.
