Tribuna Alentejo
Educação

Évora e Portalegre destacam-se no País com as mais baixas taxas de criminalidade escolar

O Alentejo destaca-se pela positiva no mais recente relatório do Programa Escola Segura, com os comandos distritais de Évora e Portalegre a registarem os valores mais baixos de criminalidade escolar em todo o país. O balanço do ano letivo 2025/26, divulgado pela PSP, revela que o Comando Distrital de Évora reportou apenas 11 ocorrências, seguido de perto por Portalegre, com 16 infrações, números que contrastam fortemente com a realidade dos grandes centros urbanos, liderados pelo Comando Metropolitano de Lisboa com 1.706 incidentes, pelo Porto com 690 e por Setúbal com 342. A fechar a lista das regiões com menor criminalidade nas escolas posiciona-se a Guarda, com 24 casos identificados.
A nível nacional, os dados consolidados apontam para uma tendência de crescimento, com as forças de segurança a contabilizarem um total de 4.075 ocorrências no último ano letivo, o que se traduz num incremento de 4,6% face ao período homólogo anterior, que tinha registado 3.897 casos. Do volume total reportado, a grande maioria — 2.898 situações — assume um caráter criminal, enquanto as restantes 1.177 são consideradas de natureza não criminal. Este agravamento deve-se a um aumento de 3,8% nos ilícitos de natureza penal (mais 107 que no ano anterior) e de 6,4% nos incidentes de cariz não criminal (um acréscimo de 71 casos). Dentro das ocorrências propriamente criminais, as autoridades detalharam que se verificaram múltiplos tipos de crimes, perfazendo um total de 3.370 infrações penais específicas cometidas, traduzindo-se numa subida de 3,5% em comparação com as 3.257 do ano letivo 2024/25.
A análise histórica do documento partilhado pela autoridade policial evidencia que o volume de crimes nas escolas tem ficado acima da média nacional dos últimos dez anos de forma consecutiva desde o ano letivo 2023/2024. Pelo contrário, verifica-se uma tendência inversa nos episódios não criminais, que têm vindo a cair progressivamente nos últimos cinco anos, situando-se atualmente abaixo da média registada na última década. No que respeita à localização geográfica dos incidentes, o relatório conclui que o recinto interno dos estabelecimentos de ensino é o local mais vulnerável: cerca de 68,7% das ocorrências criminais (1.992 casos) e 68,6% das não criminais (808 casos) sucederam no interior das escolas. O restante rácio ocorreu no exterior das instituições, com 1.009 delitos penais e 381 não criminais registados lá fora, dos quais 208 e 68 episódios, respetivamente, aconteceram durante as deslocações regulares entre a residência e a escola ou no decorrer de atividades complementares fora do horário letivo.

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