O sistema Alqueva-Pedrógão registou uma atividade excecional durante o ano hidrológico de 2025/26, caracterizado por uma entrada massiva de água e pela necessidade de libertar caudais excedentários em ambas as infraestruturas. Entre outubro de 2025 e setembro de 2026, a albufeira de Alqueva acolheu uns impressionantes 6.135 hectómetros cúbicos de água, um montante que supera em metade a capacidade total de armazenamento da maior barragem da Europa Ocidental. Perante esta forte afluência, e após o reservatório atingir o seu limite máximo, a EDIA recorreu aos descarregadores de meio-fundo para escoar o excedente de forma controlada ao longo de sensivelmente um mês.
Este cenário de abundância hídrica repetiu-se a jusante, na barragem de Pedrógão. Situada a cerca de 23 quilómetros de Alqueva, esta estrutura de contraembalse enfrentou uma forte pressão hídrica entre janeiro e março, permanecendo acima do seu nível de pleno armazenamento durante 58 dias, o equivalente a 1.184 horas consecutivas. Ao longo desse intervalo de tempo, foram libertados 5.117 hectómetros cúbicos de água.
De acordo com o balanço anual da empresa gestora, a coordenação integrada destas duas albufeiras permitiu dar uma resposta eficaz e dinâmica às condições extremas do período em causa. O novo ciclo hidrológico arrancou a 1 de outubro com o Alqueva a reter uma reserva confortável de 3.437 hectómetros cúbicos de água.
