O Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (GNR) reiniciou as aulas presenciais esta terça-feira, 22 de setembro, mas a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) avisa que a praga de percevejos persiste no local. Segundo um comunicado emitido pela estrutura associativa, têm chegado diversos relatos que confirmam a permanência destes insetos nas instalações, gerando um clima de forte apreensão entre os alunos e a própria organização.
O dirigente da APG/GNR, Eládio de Pinho Rodrigues, adiantou à agência Lusa que, entre segunda e terça-feira, a associação foi inundada com dezenas de queixas enviadas por formandos, familiares e militares da Guarda. De acordo com o responsável, os futuros guardas foram surpreendidos na segunda-feira com um aviso do centro de formação, emitido com apenas duas a três horas de antecedência, a ordenar o regresso imediato às instalações. Juntamente com a convocatória, foram transmitidas orientações específicas, como a obrigação de transportarem uma farda dentro de um saco isolado. Para Eládio de Pinho Rodrigues, estas diretrizes funcionam apenas como um paliativo mitigador e provam que o foco de infestação continua ativo, servindo de guião de sobrevivência para o cenário que os alunos iriam encontrar à chegada.
O curso atual da escola da GNR em Portalegre abrange quase 800 instruendos, estando sensivelmente metade em regime de aulas teóricas e a restante parte distribuída pelo país a cumprir estágios em postos territoriais. Na semana transata, a presença de percevejos em camaratas e balneários tinha forçado a interrupção das atividades presenciais entre quarta e sexta-feira. Durante esse período de paragem preventiva, implementada para proteger o bem-estar dos alunos, o plano letivo foi assegurado temporariamente através de plataformas de ensino à distância.
A contestação da APG/GNR estende-se ainda a outras falhas graves de salubridade, com o dirigente a denunciar que o complexo também sofre com infestações de baratas e ratos, sem que tenham sido tomadas quaisquer providências de desinfestação ou controlo de pragas para estes vetores. Perante a gravidade dos factos, a associação garantiu estar a monitorizar o edificado e já avançou com uma queixa formal junto do Ministério da Administração Interna (MAI), exigindo uma intervenção urgente na Escola da Guarda.
