O Município de Odemira arrancou com o ano letivo 2026/27 através de uma aposta no setor educativo, mobilizando um investimento global de 4,7 milhões de euros para reforçar os apoios sociais, o transporte de estudantes, as iniciativas pedagógicas e o suporte direto às famílias da região. Paralelamente a esta verba e aos habituais trabalhos de manutenção das infraestruturas escolares, a autarquia encontra-se a aguardar luz verde para uma candidatura ao Banco Europeu de Investimento. Este financiamento, avaliado em cerca de 30 milhões de euros, terá como destino a requalificação profunda de três estabelecimentos de ensino: as Escolas Secundária e Damião de Odemira, bem como a Escola Eng. Rafael Amaro da Costa, localizada em São Teotónio.
No plano das infraestruturas dedicadas à leitura, a comunidade escolar conta agora com novas valências. A EB1 de Odemira estreou uma Biblioteca Escolar que representou um custo camarário de 150 mil euros, focada em incentivar a literacia entre os mais novos. Da mesma forma, a EB1 de Sabóia passou a disponibilizar um Ponto Biblioteca, que contou com o suporte logístico do município. Ambas as estruturas foram integradas na Rede de Bibliotecas Escolares, o que assegura o respetivo acompanhamento técnico e alarga a cobertura desta rede no concelho, garantindo condições de igualdade no acesso aos livros e à cultura.
No que toca à vertente de apoio social e gestão corrente, a autarquia planeou um orçamento que ronda os 5 milhões de euros. O fornecimento de alimentação nas escolas assume particular relevância, com uma verba de 1,22 milhões de euros destinada a assegurar aproximadamente 15 mil refeições diárias, abrangendo desde o pré-escolar até ao ensino secundário. Estes refeitórios são geridos através de parcerias que privilegiam a qualidade nutricional e o recurso a produtores da região. Outra fatia substancial do orçamento, na ordem dos 525 mil euros, destina-se aos transportes escolares. Esta verba assegura o funcionamento diário de 185 rotas especiais que percorrem quase 5 mil quilómetros para transportar 552 estudantes.
O suporte às atividades complementares e à conciliação da vida familiar e profissional também foi acautelado. Para o desenvolvimento das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), a autarquia contratualizou 265 mil euros com dez organizações locais. Adicionalmente, foram reservados 350 mil euros para dinamizar as Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF) nos jardins de infância e a Componente de Apoio à Família (CAF) no primeiro ciclo. De forma a aliviar os encargos económicos imediatos no arranque das aulas, o município distribuiu 3124 vales de 25 euros a todos os alunos do 1.º ao 12.º ano de escolaridade, num total de 78.100 euros a serem despendidos no comércio local. A autarquia reservou ainda 90 mil euros para a atribuição de bolsas de estudo e de mérito, estimulando o percurso formativo e premiando o aproveitamento dos jovens.
A vertente cultural e a autonomia das escolas foram igualmente contempladas nesta planificação. O ensino articulado da música vai receber um financiamento de 100 mil euros, fruto de um protocolo com a Escola de Artes do Alentejo Litoral que beneficia 150 alunos de Colos, Odemira e do Colégio Nossa Senhora da Graça. De forma a garantir que as direções escolares têm capacidade de resposta imediata para as despesas do dia a dia, a câmara municipal descentralizou 764 mil euros, distribuídos pelos cinco agrupamentos do concelho. Por fim, o combate ao insucesso escolar e a promoção do bem-estar dos alunos são as prioridades do programa OdeTE +Sucesso, que conta com uma dotação de 1,3 milhões de euros e vai permitir integrar dez técnicos especializados em áreas como a psicologia, a mediação intercultural e a terapia da fala. A este pacote juntam-se ainda 100 mil euros direcionados para projetos inovadores de literacia digital, competências emocionais, atividades lúdicas e ambientais, além de um acordo de cooperação com a associação Teach For Portugal.
Na capa Hélder Guerreiro, Presidente da Câmara Municipal de Odemira.
