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Greve Geral encerra escolas no Alentejo

A greve nacional convocada pela CGTP para hoje, sexta-feira, 17 de abril de 2026, está a ter um impacto significativo nas escolas do Alentejo, com vários estabelecimentos de ensino encerrados ou a funcionar de forma muito limitada. Esta paralisação, que coincide com uma manifestação nacional em Lisboa contra o novo pacote laboral, afeta tanto o pessoal docente como o não docente.

A paralisação já causou o fecho de várias escolas em diversos agrupamentos devido à elevada adesão dos assistentes operacionais, essencial para garantir a segurança e vigilância dos alunos. Em muitas escolas que permanecem abertas, verificam-se suspensões de serviços de cantina, atividades de apoio educativo e o funcionamento de bibliotecas.

Sindicatos como a FENPROF emitiram pré-avisos de greve para permitir que os professores de todo o país, incluindo os do Alentejo, participem nos protestos, o que está a resultar em turmas sem aulas mesmo em escolas que não encerraram totalmente.

Além da CGTP, sindicatos como o S.TO.P. e o STAL têm pré-avisos ativos para este dia, reforçando a mobilização na administração local e central.

A greve não se limita ao ensino e está a causar perturbações em outros serviços essenciais na região:

Centros de saúde, tribunais e serviços administrativos municipais estão a funcionar “a meio-gás”, e a adesão no setor da higiene urbana e outros equipamentos municipais é particularmente elevada.

Até ao momento, os Agrupamentos de Escolas de Évora, Beja e Portalegre não emitiram um balanço oficial com o número exato de estabelecimentos encerrados, uma vez que a adesão à greve está a ser apurada ao longo desta manhã.
No entanto, as estruturas sindicais e a comunicação social regional já avançam com os primeiros indicadores de um impacto elevado em todo o Alentejo:

Sindicatos como o SPZS – Sindicato dos Professores da Zona Sul e o STAL confirmam que várias escolas de 2.º e 3.º ciclos e secundárias na cidade de Évora não abriram as portas devido à falta de funcionários auxiliares. Escolas como a André de Resende e a Conde de Vilalva costumam ser as mais afetadas nestes cenários. O STAL estima que uma “grande parte das escolas do distrito” de Beja esteja encerrada. No concelho de Beja, estabelecimentos como a Mário Beirão e a Secundária Diogo de Gouveia registam habitualmente elevados níveis de paralisação em dias de greve geral.

A mobilização no distrito de Portalegre é descrita como significativa, com o Canal Alentejo a reportar que vários serviços escolares e administrativos municipais estão a funcionar com serviços mínimos ou totalmente paralisados.

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