A Guarda Nacional Republicana (GNR) já deteve 134 pessoas desde o início do ano por crime de incêndio florestal, a maioria devido ao uso negligente do fogo e a comportamentos desadequados. Perante o agravamento acentuado do risco de incêndio rural em Portugal continental devido a uma forte onda de calor, as autoridades reforçaram o patrulhamento em todo o território nacional. Atualmente, mais de cem municípios das regiões Norte e Centro, além de uma dezena de concelhos nos distritos de Évora, Beja e Faro, encontram-se em perigo máximo de incêndio, segundo os dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre chegaram mesmo a estar sob aviso vermelho, o nível mais preocupante da escala meteorológica.
GNR já deteve 134 pessoas por crime de incêndio florestal
Neste cenário de perigo extremo, a GNR recorda que estão estritamente proibidas atividades como fazer fogueiras, fumar em espaços florestais ou agrícolas, realizar queimas de sobrantes e lançar foguetes. Os tratores e veículos pesados que circulem nestas zonas devem obrigatoriamente estar equipados com extintor e dispositivos tapa-chamas. Como forma de prevenção, os militares já realizaram mais de 4.600 ações de sensibilização e identificaram mais de 8.500 terrenos que necessitavam de limpeza. O foco operacional está agora na fiscalização direta e na deteção precoce de focos de incêndio, embora as autoridades apelem à responsabilidade cívica e relembrem que a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) continua disponível para denúncias e esclarecimentos.
