A Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) celebrou um novo contrato de empréstimo com o Estado português, no valor de 5.275.615 euros, destinado a fazer face aos custos com energia em 2026. O acordo foi assinado a 7 de outubro, segundo informação comunicada pela empresa ao mercado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
O financiamento destina-se a assegurar o pagamento das despesas energéticas associadas ao funcionamento do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA), que abrange a gestão da água, o regadio e diversas infraestruturas hidráulicas. A energia é uma componente importante dos custos operacionais do sistema, devido, nomeadamente, à necessidade de bombear água para os terrenos agrícolas e para outras utilizações.
Este novo empréstimo surge depois de, em março deste ano, a EDIA ter celebrado outro contrato com o Estado, no valor de seis milhões de euros, também destinado a responder a necessidades de financiamento relacionadas com os encargos energéticos. Os dois empréstimos representam, em conjunto, mais de 11,2 milhões de euros de financiamento estatal associado a estes custos em 2026.
A pressão dos custos com eletricidade tem sido uma questão recorrente nas contas da empresa pública. No relatório e contas de 2024, a EDIA indicou que cada metro cúbico de água distribuída pelo sistema consome, em média, cerca de 0,45 quilowatt-hora de eletricidade. Nesse ano, o preço médio suportado pela empresa desceu para 109 euros por megawatt-hora, face aos 196 euros registados em 2023, mas manteve-se acima dos valores de 2021.
O peso da energia está diretamente relacionado com a dimensão do empreendimento e com a extensão da rede de distribuição de água. Alqueva constitui uma infraestrutura central para a agricultura do Alentejo, permitindo o regadio de extensas áreas agrícolas e contribuindo para a atividade económica regional.
O recurso a empréstimos do Estado permite à EDIA responder a necessidades de tesouraria associadas a despesas operacionais. No entanto, a informação divulgada sobre o contrato de outubro não especifica o prazo, a taxa de juro ou o calendário de reembolso, pelo que não é possível determinar as condições financeiras concretas deste financiamento.
