O Partido Socialista exigiu que o Governo reveja o funcionamento do Passe Ferroviário Verde nos serviços Intercidades, alegando que o modelo vigente inviabiliza a organização das viagens e empurra utentes para o transporte rodoviário.
Sob as diretrizes atuais, os portadores deste passe mensal de 20 euros só conseguem assegurar o respetivo lugar obrigatório em segunda classe nas 24 horas anteriores à partida. Esta restrição, segundo o deputado socialista Pedro do Carmo, gera uma corrida digital às plataformas da CP assim que as reservas abrem, prejudicando de forma severa os estudantes e a articulação com as redes de transporte locais geridas pelos municípios.
Perante este cenário, a bancada do PS questionou o Executivo sobre a possibilidade de alargar o período de antecedência das reservas e de reforçar a frota nos dias de maior afluência. Os deputados alertam ainda para relatos de passageiros a viajar em pé nos comboios de longo curso e para uma suposta redução do número de carruagens em circulação, defendendo que a descida dos preços só será eficaz na transição ecológica se for acompanhada por uma oferta robusta e previsível.
