A Guarda Nacional Republicana (GNR) apreendeu mais de 6,5 toneladas de cocaína no litoral português num intervalo de apenas dois dias. O caso mais recente ocorreu na madrugada de quinta-feira, 8 de outubro, numa ação que resultou na detenção de três homens com idades compreendidas entre os 22 e os 42 anos. A intervenção, desencadeada após o sistema de vigilância costeira detetar embarcações rápidas suspeitas, mobilizou equipas por terra e mar junto à foz do rio Mira e à Praia da Vieirinha, abrangendo os concelhos de Odemira e Sines. No local, os militares intercetaram um barco de pesca que transportava 73 fardos de droga e, já no trajeto de regresso a terra, localizaram uma embarcação de recreio à deriva que ocultava outros 58 fardos.
A ação foi coordenada pela Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras da GNR através do Destacamento de Sines, contando com o reforço do Comando Territorial de Setúbal e o apoio estratégico da Polícia Marítima e da autarquia local. Este forte golpe no narcotráfico acontece escassas horas após uma outra apreensão relevante na Praia da Costinha, ocorrida na madrugada de quarta-feira, onde tinham já sido confiscadas cerca de 2,7 toneladas da mesma substância. O volume expressivo destas duas operações consecutivas volta a colocar a vigilância das águas nacionais, em particular a costa alentejana, sob forte escrutínio das autoridades dedicadas ao combate às redes internacionais de tráfico de droga por via marítima.
Não há um balanço oficial fechado com o número exato de toneladas interceptadas na costa alentejana ao longo de todo o ano de 2026, mas os dados públicos de operações de grande escala indicam que o total acumulado de cocaína apreendida na região já ultrapassa as 11,5 toneladas.
