A 40.ª edição da bp Ultimate Baja Portalegre 500 realiza-se entre 15 e 17 de outubro, levando novamente a competição de todo-o-terreno ao Alto Alentejo. A prova, organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), assinala quatro décadas desde a primeira edição, disputada em abril de 1987.
Ao longo de três dias, Portalegre e outros pontos da região recebem pilotos, navegadores e equipas nacionais e internacionais. A competição integra o calendário da Taça do Mundo FIA de Todo-o-Terreno e da Taça Europeia de Bajas, reforçando a dimensão internacional do evento.
O programa começa a 15 de outubro, com as verificações administrativas e técnicas no NERPOR, em Portalegre, e a partida cerimonial no Jardim do Tarro. No dia seguinte disputa-se o prólogo, na Herdade das Coutadas, seguindo-se a primeira etapa, com ligação entre Ponte de Sor e Portalegre. A segunda etapa está marcada para 17 de outubro, com partida e chegada no NERPOR, onde decorrerá também a entrega de prémios.
A edição comemorativa inclui ainda o regresso da Mini Baja, desta vez com uma categoria destinada a jovens entre os 14 e os 16 anos, bem como a participação de veículos clássicos associados à história da prova e um desfile de UMM, modelo que marcou várias edições da competição.
A organização prevê uma forte mobilização de participantes e público. Segundo declarações do responsável pela segurança da prova, Jaime Santos, à Rádio Portalegre, a edição deste ano poderá reunir cerca de 600 pilotos e navegadores. O responsável referiu também os desafios associados à preparação dos percursos, nomeadamente as condicionantes ambientais, as regras aplicáveis às zonas protegidas e a articulação com proprietários e autarquias.
A Baja Portalegre 500 é considerada uma das principais provas de todo-o-terreno realizadas em Portugal e tem impacto na atividade económica local, em particular nos setores do alojamento, restauração, manutenção automóvel e serviços. A chegada de equipas e visitantes representa, por isso, um movimento adicional para Portalegre e para os concelhos envolvidos na competição.
Quarenta anos depois da primeira edição, a prova mantém-se como uma referência do calendário desportivo regional, combinando competição motorizada, participação internacional e ligação à história do todo-o-terreno português.
