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Educação

Estudantes marcam manifestação contra aumento das propinas previsto para 2027

Associações de estudantes de cinco instituições de ensino superior convocaram uma manifestação para 21 de outubro, às 17h00, em Lisboa, contra a proposta do Governo de descongelamento das propinas a partir do ano letivo de 2027/2028. O protesto está marcado para junto à sede do Governo, no Campus XXI.

A iniciativa é promovida pelas associações de estudantes das Faculdades de Letras, Belas-Artes e Psicologia e do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Escola Superior de Música de Lisboa. Outras estruturas representativas dos estudantes poderão juntar-se à mobilização.

Em causa está a proposta inscrita no Orçamento do Estado para 2027, que prevê o fim do congelamento do valor máximo das propinas, em vigor desde o ano letivo de 2020/2021. O montante máximo, atualmente fixado em 697 euros anuais, passaria a ser atualizado de acordo com a variação média do Índice de Preços no Consumidor, excluindo habitação, registada em 2026.

Os representantes estudantis contestam a alteração e defendem a manutenção do valor atual. Embora reconheça as necessidades de financiamento das instituições de ensino superior, o movimento associativo rejeita que o aumento dos encargos dos estudantes seja a resposta para esse problema. A Federação Académica de Lisboa alertou também para o impacto que a atualização poderá ter nos orçamentos familiares.

O congelamento das propinas foi aprovado em 2016, tendo o valor máximo sido inicialmente fixado em 1.067,85 euros e posteriormente reduzido. Desde 2020/2021, o limite anual mantém-se nos 697 euros. Uma tentativa de descongelamento apresentada pelo Governo no âmbito do Orçamento do Estado para 2026 acabou por não avançar, depois de a oposição aprovar uma proposta que mantinha o valor inalterado.

A discussão sobre o custo do ensino superior abrange também questões como a ação social escolar, as bolsas de estudo e o alojamento estudantil. Em março deste ano, milhares de estudantes participaram numa manifestação em Lisboa para exigir o fim das propinas, o reforço dos apoios sociais e mais camas em residências universitárias.

A atualização prevista ainda depende do processo de discussão e aprovação do Orçamento do Estado para 2027. Até à conclusão desse processo, o valor de 697 euros continua a ser o limite máximo aplicável no ano letivo de 2026/2027.

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