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Charlie Kirk
Internacional

Odemira rejeita proposta do Chega para memorial a Charlie Kirk

A Assembleia Municipal de Odemira rejeitou uma proposta do Chega para a criação de um memorial ao ativista político norte-americano Charlie Kirk. A iniciativa foi discutida na reunião de 8 de outubro e recebeu os votos contra do PSD, do PS e da CDU. O Chega votou a favor, enquanto um deputado municipal socialista se absteve.

A proposta pretendia homenagear o fundador da organização conservadora norte-americana Turning Point USA, morto a tiro a 10 de setembro de 2025, durante um evento na Universidade do Vale de Utah, nos Estados Unidos. O texto apresentado pelo Chega defendia que o memorial deveria simbolizar valores como a liberdade de expressão, a tolerância e a rejeição da violência política.

Após a votação, Manuel Matias, vereador do Chega na Câmara Municipal de Odemira e pai da deputada Rita Matias, criticou a decisão numa publicação nas redes sociais. O responsável defendeu que a iniciativa não se limitava a homenagear uma pessoa, procurando também afirmar valores democráticos.

O PS considerou que existem personalidades com uma ligação mais direta a Odemira e com percursos de dedicação à comunidade que justificariam uma homenagem municipal. A CDU também defendeu o reconhecimento de figuras locais e contestou posições assumidas por Charlie Kirk em matérias relacionadas com a liberdade de expressão e o debate democrático.

Entre os representantes socialistas, Dário Guerreiro, presidente da Junta de Freguesia de São Teotónio, foi a exceção, tendo-se abstido. O autarca defendeu a importância da liberdade de expressão, mas considerou que uma eventual homenagem municipal deveria ter um âmbito mais abrangente, incluindo outras pessoas que perderam a vida na defesa desse direito.

Como alternativa, sugeriu a criação de um monumento dedicado à liberdade de expressão, recorrendo à figura do Zé Povinho, criada por Rafael Bordalo Pinheiro. Na sua intervenção, apresentou a proposta como um símbolo de oposição ao racismo, à misoginia e ao discurso de ódio.

A rejeição da proposta do Chega encerra, para já, a iniciativa na Assembleia Municipal. O debate evidenciou posições distintas sobre os critérios para a atribuição de homenagens municipais e sobre a forma de representar no espaço público valores como a liberdade de expressão e a rejeição da violência política.

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