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Sociedade

Casal detido em Elvas por rapto e extorsão

Um homem de 42 anos e uma mulher de 39 foram detidos em Elvas por suspeitas dos crimes de rapto, extorsão e ameaça agravada, após uma investigação da PSP que se prolongou por cerca de um ano. O casal ficou em prisão preventiva por decisão do Tribunal Judicial da Comarca de Elvas.

As detenções foram efectuadas na quarta-feira, 16 de Setembro, pela Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial de Elvas. Segundo o Comando Distrital de Portalegre da PSP, os dois suspeitos estão “fortemente indiciados” da prática dos três crimes.

De acordo com a PSP, os suspeitos dedicavam-se ao empréstimo de dinheiro a várias pessoas e, posteriormente, procediam, “em comunhão de esforços”, à cobrança coerciva das respectivas dívidas. A investigação apurou que os valores em causa “nunca eram integralmente liquidados”, fazendo com que as dívidas se prolongassem no tempo.

Segundo a informação divulgada pela polícia, a cobrança das quantias em dívida estaria associada a comportamentos que levaram à investigação pelos crimes de rapto, extorsão e ameaça agravada. A PSP não divulgou, contudo, o número de vítimas identificadas nem os montantes globais envolvidos.

Na sequência das detenções foram realizadas buscas domiciliárias em duas residências na cidade de Elvas. As autoridades apreenderam peças em ouro avaliadas em cerca de 12.914 euros, 4.235 euros em dinheiro e três automóveis, dois dos quais de alta cilindrada.

Foram ainda apreendidos vários documentos que, segundo a PSP, constituem elementos relacionados com a actividade criminosa investigada.

Os dois suspeitos foram presentes ao Tribunal Judicial da Comarca de Elvas na sexta-feira, 18 de Setembro. Após o primeiro interrogatório judicial, foi-lhes aplicada a medida de coacção de prisão preventiva, considerada pela PSP a mais gravosa prevista no âmbito das medidas de coacção.

A investigação prolongou-se durante aproximadamente um ano até à concretização das detenções. A PSP não adiantou, para já, outros pormenores sobre as circunstâncias concretas dos alegados raptos ou sobre a identidade das pessoas que terão sido vítimas do esquema.

Os dois detidos permanecem, assim, sujeitos a prisão preventiva enquanto decorrem os procedimentos judiciais. As suspeitas descritas pela PSP terão ainda de ser apreciadas em tribunal, não existindo nesta fase uma decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade criminal dos arguidos.

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