Tribuna Alentejo
javalis-770x410
Sociedade

Governo vai pagar a caçadores por cada javali abatido, para travar prejuízos na agricultura

O Governo português vai avançar com uma iniciativa que visa pagar aos caçadores por cada javali abatido, numa estratégia desenhada para conter a sobrepopulação da espécie em várias regiões do país. O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, que reconheceu abertamente a existência de um grave desequilíbrio populacional destes animais em território nacional. Segundo o governante, a densidade atual de javalis é excessiva, o que torna urgente uma intervenção focada na redução destes exemplares através da atividade cinegética. A iniciativa focar-se-á, numa primeira fase, no mapeamento e identificação das áreas críticas com maior concentração de animais, canalizando para aí os incentivos económicos de forma a estimular a caça.
Apesar de a compensação por cada abate já estar confirmada pelo Executivo, os detalhes práticos da medida técnica e financeira permanecem em aberto. Detalhes como o montante exato a pagar por espécime, os critérios de elegibilidade para receber a verba, as localizações específicas abrangidas e o calendário para o arranque oficial do programa ainda não foram revelados. O Ministério pretende testar este modelo à escala piloto para, posteriormente, avaliar o impacto real e a eficácia das capturas antes de uma eventual expansão.
Esta intervenção governamental surge em resposta ao crescente volume de queixas devido aos severos prejuízos que os javalis causam no setor agrícola, bem como ao perigo iminente que representam para a segurança rodoviária, multiplicando o risco de acidentes nas estradas. Para José Manuel Fernandes, o cenário atual de descontrolo também expõe uma crise estrutural no setor da caça, apontando que o número atual de praticantes é insuficiente para manter o equilíbrio natural da fauna. O governante sublinhou que, caso existisse uma comunidade de caçadores robusta e em quantidade adequada, este subsídio extraordinário seria dispensável. Em suma, a lógica do programa assenta numa premissa direta: subsidiar o abate onde houver excesso de população animal, na expectativa de mitigar as perdas na agricultura, salvaguardar os automobilistas e repor a sustentabilidade ecológica das espécies.

Artigos relacionados

Alentejo 2030 injeta novo pacote de 46,1 milhões de euros para construção de habitação na região

Redação Alentejo

Prisão preventiva para homem detido em Portel por abuso sexual de menores e pornografia infantil

Redação Alentejo

Municípios do Litoral Alentejano têm a partir de hoje 9,3 milhões de euros para habitação a custos controlados. Dinheiro vem do encerramento da Central Termoelétrica de Sines

Redação Alentejo

Alentejanos são os mais conservadores de poupança mesmo tendo dívidas, diz estudo

Redação Alentejo

PSP expõe 25 manequins na Praça do Giraldo para assinalar Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres

Redação Alentejo

Arraiolos: Criminoso em liberdade condicional foi detido por violência doméstica contra a ex-namorada

Redação Alentejo