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60 milhões de euros para diversificar empresas do Alentejo Litoral

As candidaturas para apoiar com 60 milhões de euros a diversificação económica e a criação de emprego nos territórios do Pego/Médio Tejo e Sines/Alentejo Litoral já se encontram abertas, anunciaram os ministérios do Ambiente e Ação Climática e da Coesão Territorial.

Em comunicado, o Governo refere que o apoio visa “compensar os impactos negativos do processo de transição para uma economia descarbonizada, que levou ao fim da produção da energia elétrica a partir de carvão nas centrais termoelétricas do Pego e de Sines”.

Assim, as empresas que queiram investir nestes territórios podem “submeter projetos de investimento que contribuam para a diversificação, modernização e reconversão da economia, expansão de novas indústrias e novos serviços para apoiar a transição climática e energética”, além da “implantação de tecnologias, sistemas e infraestruturas para energias limpas a preços acessíveis, incluindo tecnologias de armazenamento de energia”.

Segundo os ministérios, a taxa de financiamento dos apoios varia entre os 30 e os 60%, incluindo “majorações para projetos localizados em territórios de baixa densidade, que correspondam a prioridades de políticas setoriais para PME e que criem emprego qualificado em novas unidades produtivas”.

O Governo adianta ainda que “poderão ser apoiadas novas empresas ou as que aumentem a sua capacidade produtiva, bem como as que diversifiquem ou alterem o processo de produção”, sendo privilegiadas todas as empresa que “produzam bens e serviços transacionáveis e internacionalizáveis nas áreas acima identificadas”.

A mesma fonte explica que “o Médio Tejo e o Alentejo Litoral passam um momento de transformação da economia, pelo que se incentiva a criação de emprego, a substituição/reconversão da atividade económica e estimula uma dinâmica de inovação”.

Além disso, é indicado que esta iniciativa está alinhada com “os objetivos nacionais em matéria de energia e clima para 2030, assente num desenvolvimento económico descarbonizado com uma perspetiva de reforço de competitividade dos territórios, que se reveste de maior importância tendo em conta o contexto atual de crise energética”.

 

Fotografia de visitevora.net

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