Uma rede criminosa suspeita de burlas informáticas e branqueamento de capitais foi desmantelada pela Polícia Judiciária (PJ), resultando na detenção de sete pessoas e de um homem por posse de arma proibida. A operação, batizada de “ScamWay”, foi coordenada pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga e visou um grupo que utilizava plataformas digitais para aplicar esquemas fraudulentos, acumulando um prejuízo que já ultrapassa as várias dezenas de milhares de euros. As investigações, que correm termos no Ministério Público através do DIAP de Viana do Castelo, confirmam que a organização operava de forma estruturada com o objetivo de captar o património financeiro das vítimas através do uso indevido de dados e cartões de pagamento.
A ação policial mobilizou 51 inspetores da PJ de várias diretorias e unidades do país — incluindo Braga, Norte, Centro, Sul, Setúbal e Évora —, além de peritos tecnológicos e do apoio da PSP de Setúbal e da Unidade Especial de Polícia. Durante as diligências, foram executadas seis buscas domiciliárias que abrangeram os concelhos da Nazaré, Tondela, Évora, Vila Viçosa e Setúbal. As autoridades conseguiram apreender material informático de relevo, documentos, bens de valor elevado, assim como armas de fogo e munições que serviam de prova da atividade ilícita em curso.
Os suspeitos interceptados são quatro mulheres e quatro homens, com idades compreendidas entre os 24 e os 48 anos. Todos foram conduzidos perante o juiz de instrução criminal para o primeiro interrogatório judicial, onde serão determinadas as medidas de coação adequadas aos crimes de burla qualificada, abuso de dados de pagamento, branqueamento de capitais e associação criminosa. A PJ mantém os trabalhos no terreno para mapear a totalidade dos crimes e identificar eventuais cúmplices envolvidos na rede.
