O Porto de Sines poderá vir a acolher uma nova Zona Franca com o objetivo de captar mais investimento privado e infraestruturas logísticas para a região alentejana. Esta intenção foi manifestada por Pedro do Ó Ramos, presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS). De acordo com o líder da APS, esta medida é vista como um passo essencial para potenciar a atratividade do território, estimulando as operações de comércio internacional (tanto importações como exportações) através de uma oferta portuária mais competitiva e integrada. Embora tenha escusado dar mais detalhes quando contactado, o responsável reforçou que este estatuto de isenção ou redução de taxas aduaneiras e fiscais funcionará como um motor de desenvolvimento económico.
Este plano ganha força numa altura em que o ecossistema portuário se prepara para uma importante reestruturação administrativa, estando agendada para janeiro de 2027 a autonomização da Alfândega de Sines, que deixará de estar dependente de Setúbal. No mesmo comunicado, Pedro do Ó Ramos fez questão de evidenciar o posicionamento estratégico do Porto de Sines face à concorrência direta dos portos espanhóis, destacando fatores competitivos como a inovação tecnológica, a sustentabilidade e a forte conectividade com a Europa. O administrador concluiu apontando o papel central que a Zona de Atividades Logísticas (ZAL) e a Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) desempenham enquanto plataformas ideais para a fixação de novos projetos industriais e empresariais de grande escala, consolidando o porto como um nó crucial na atual geopolítica do comércio global.
Uma zona franca é uma área geográfica isolada e delimitada dentro de um território nacional, geralmente localizada de forma estratégica próxima a portos, aeroportos ou fronteiras, onde as empresas beneficiam de incentivos fiscais e de um regime aduaneiro especial. O principal objetivo da criação destas zonas é impulsionar o desenvolvimento económico de regiões específicas, atrair investimentos estrangeiros e nacionais, e gerar postos de trabalho. Nestes locais, mercadorias vindas do exterior podem entrar, ser processadas, montadas ou armazenadas sem a cobrança imediata de tarifas de importação e de outros impostos nacionais. Isso reduz drasticamente os custos de produção e torna os produtos ali fabricados altamente competitivos nos mercados internacional e doméstico.
