Tribuna Alentejo
sep
Saúde

Hospital de Évora recruta 2 enfermeiros e avalia necessidades

O Hospital de Évora recrutou dois profissionais para as urgências e vai fazer “um melhor diagnóstico” sobre a necessidade de contratar mais, revelou José Carlos Martins, presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Em declarações à Lusa, o dirigente sindical referiu que “foram recrutados, de imediato, dois novos enfermeiros para a urgência. Contudo, a administração precisa de fazer um melhor diagnóstico sobre a necessidade de mais enfermeiros”.

Note-se que José Carlos Martins falava no final de uma reunião com a administração do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), no mesmo dia em que os enfermeiros da unidade hospitalar cumpriram duas horas de greve em protesto contra a falta de profissionais.

Em relação a esta reunião, o Gabinete de Comunicação e Marketing do HESE assinalou que foi agendada a realização de “uma reunião no dia 24” para a “análise dos assuntos apresentados” pelos dirigentes sindicais.

“Das duas, uma: ou há colegas no hospital com mais experiência para irem para o serviço de urgência ou, então, têm que ser recrutados e alocados mais enfermeiros para a urgência e é isso que esperamos da administração no dia 24”, afirmou o presidente do sindicato.

O responsável avisou ainda que “são necessários bastante mais” enfermeiros, pois com a contratação destes dois profissionais, a equipa da urgência passa a ter 80, insistindo que continuam em falta cerca de 20 enfermeiros para serem cumpridos “os rácios que estão estipulados”.

Recorde-se que a greve convocada pelo SEP para todos os enfermeiros do hospital de Évora ocorreu entre as 10:30 e as 12:30 de ontem, período durante o qual cerca de 50 profissionais se concentraram junto à entrada principal da unidade hospitalar.

Na altura, o presidente do SEP indicou, então, que cada enfermeiro que exerce funções nos serviços de urgência do HESE “tem 50 a 60 horas extraordinárias por mês a mais no horário e cerca de 30 feriados e tolerâncias não gozadas”.

“Isto significa que os tempos de repouso e descanso são altamente insuficientes”, o que “coloca em questão a qualidade e a segurança dos cuidados prestados e dos próprios profissionais”, alertou.

 

Fotografia de observador.pt

Artigos relacionados

Administração de saúde de Portalegre cortou metade no horário do oncologista Rui Dinis. Presidente da Câmara pede prudência na gestão da polémica que está a gerar forte contestação popular

Redação Alentejo

Saúde do Alto Alentejo desmente cortes na oncologia e garante continuidade do oncologista Rui Dinis, após contestação popular

Redação Alentejo

Com Radioterapia encerrada desde junho, doentes oncológicos de Évora são forçados ir para Lisboa ou Faro. BE exige reabertura imediata do serviço

Redação Alentejo

Évora integra 40 novos profissionais de saúde já a pensar no novo Hospital Central do Alentejo

Redação Alentejo

Mais de 1,36 milhões sem médico de família

Redação Alentejo

Baixo Alentejo reforça assistência médica com 17 novo enfermeiros

Redação Alentejo