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Festival de Arronches regressa em agosto com 15 concertos e programação multidisciplinar

A vila raiana de Arronches acolhe de 7 a 9 de agosto a terceira edição do Festival de Arronches, iniciativa da Associação Portuguesa das Artes e da Cultura que se tem afirmado como uma das principais plataformas de descoberta de novos talentos em Portugal. O cartaz, seleccionado através de uma Open Call nacional que recebeu mais de 640 candidaturas, reúne quinze projectos de música emergente portuguesa — entre os quais Filipa Torres, Rita Onofre, Vasco Ribeiro e os Clandestinos, Tomás de Papel, Bilrus, Cecilia Lara, Swilaw, Serena Kaos e Mind Mojo, entre outros —, reflectindo a pluralidade da nova criação nacional e o compromisso do festival com linguagens artísticas diversas. Os bilhetes estão já disponíveis ao público.

A programação vai além dos concertos e propõe uma experiência imersiva que cruza música, literatura, artes visuais, instalação e performance, com workshops de pintura e fotografia, aulas de canto tradicional e de confeção de mantas alentejanas, um mercado de economia circular e campismo gratuito incluído no bilhete. Os espaços emblemáticos da vila — a Praça de Touros, o Convento de Nossa Senhora da Luz e o Jardim do Fosso — servem de palco a um percurso que integra património, paisagem e criação contemporânea, com visitas e provas de vinhos em herdades da região a completar a oferta territorial. A edição lança ainda um bilhete especial de cinco euros destinado à comunidade artística e a profissionais da cultura, com o objectivo de fomentar o encontro, a troca de ideias e o surgimento de novas colaborações fora dos contextos formais.

O Festival de Arronches posiciona-se como um espaço de antecipação artística no coração do Alto Alentejo, apostando na descentralização cultural e na valorização do território como contexto criativo. Nas edições anteriores passaram pelo festival projectos como Lisa Sereno, Marta Lima, Mão Cabeça, Francisco Fontes e Bela Noia, hoje com crescente visibilidade no panorama nacional — um historial que consolida o papel da iniciativa enquanto plataforma de lançamento da criação emergente portuguesa e que faz de Arronches, durante três dias de agosto, um ponto de encontro incontornável entre artistas e público de todo o país.

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