A Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) aumentou os volumes máximos de água fornecidos aos agricultores do Alentejo para responder às exigências da atual campanha de regadio. Esta decisão decorre do cenário de seca severa vivido entre março e junho de 2026, período em que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) registou pouca chuva e uma forte evapotranspiração causada pelo calor intenso. Perante estes dados, o Plano Anual de Utilização da Água (PAUA) declarou 2026 como um ano agrícola seco, ativando mecanismos de flexibilização na distribuição do recurso.
O reforço hídrico segue os critérios técnicos estabelecidos pelo Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio (COTR) para períodos de escassez, respeitando as reservas atuais e as diretrizes do contrato de concessão firmado com o Estado Português. Com esta medida, a empresa pública pretende mitigar os impactos do clima nas explorações agrícolas locais através de uma monitorização contínua das reservas e da promoção de consumos eficientes. Os produtores afetados já começaram a ser notificados diretamente e devem deslocar-se aos serviços da respetiva Área de Exploração para atualizar as suas fichas de inscrição.
Na capa José Pedro Salema, presidente da EDIA.
