As novas Estimativas da População Residente divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam um crescimento demográfico histórico em todo o Alentejo. Impulsionada sobretudo pelos fluxos migratórios, a população total da região registou um forte acréscimo numérico. O contingente de cidadãos com nacionalidade estrangeira a residir no Alentejo mais do que duplicou num curto espaço de tempo, saltando de 35.035 residentes estrangeiros registados em 2021 (7,2% do total da região) para uns expressivos 71.309 imigrantes em 2025, o que passou a representar 13,9% da população residente alentejana. Este fenómeno de atração migratória reverteu o ciclo de declínio demográfico e estendeu-se de forma expressiva pelas quatro sub-regiões do território.
No Baixo Alentejo, verificou-se uma recuperação demográfica muito significativa de 9,49%, o que equivale a um aumento de 10.904 habitantes em relação aos Censos de 2021. A sub-região alcançou um total de 125.767 habitantes, divididos entre 52,2% de homens e 47,8% de mulheres. Ao nível concelhio, Beja destaca-se como o polo central, concentrando cerca de 31,5% deste bolo populacional com 39.627 residentes, seguida de perto por Serpa com 14.428 residentes e Moura com 13.615 cidadãos. No extremo oposto, Barrancos mantém-se como o território municipal menos populoso da sub-região, registando apenas 1.413 habitantes nas novas listagens oficiais.
O fenómeno de crescimento estendeu-se com grande vigor ao Alentejo Litoral e ao Alentejo Central, que também capitalizaram fortemente com a integração desta nova força de trabalho e fixação residencial. Em termos globais, os dados de 2025 foram validados através de uma nova metodologia assente em dados cruzados da Autoridade Tributária e da Segurança Social, abandonando o antigo modelo assente em estimativas e projeções puramente analíticas. A consolidação destes dados reais de imigração permitiu redefinir as estratégias de planeamento económico de todas as Comunidades Intermunicipais da região, servindo de alicerce técnico e estatístico crucial para o desenvolvimento territorial sustentável e para os planos de saúde locais até ao horizonte de 2030.
