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PRESIDENTE “ONE MAN SHOW”

Marcelo Rebelo de Sousa acaba de ser eleito como Presidente da República, algo que já vinha preparando há mais de uma década.

A vitória deve ser reconhecida com a esperança que cumpra aquilo que veio a prometer em termos de independência e imparcialidade.

ANO NOVO, PRESIDENTE NOVO

O Novo Ano arranca em toda a força com o tema das presidenciais e com inúmeros debates diários e simultâneos entre os vários candidatos.

Sendo este um modelo novo, certamente está longe de ser o ideal, uma vez que, quem ainda não tenha decidido o sentido do seu voto, terá de fazer uma enorme ginástica para conseguir acompanhar todos os debates e todos os candidatos.

Depois há candidatos que mesmo querendo dar sinais de uma campanha “comedida” acabam em capas de jornais de página inteira com o destaque que os restantes não tiveram nem, arrisco-me a dizer, terão.

O ESTADO A QUE A SAÚDE CHEGOU

Nos últimos dias, fruto da denúncia relativa à falta de serviços no Hospital de S. José que levou ao falecimento de um jovem enquanto aguardava assistência especializada, têm surgido mais casos semelhantes que denunciam o estado a que a Saúde chegou.

Temos administradores a gerir hospitais o que, já de si, deveria deixar-nos a todos de pé atrás. Não colocando em causa a competência dos administradores em causa, não devemos ignorar a especificidade da área que pretendem gerir.

A HISTÓRIA REPETE-SE

Na altura em que esta crónica se encontra a ser escrita, ainda estamos a poucas horas de saber os resultados eleitorais em Espanha.

As primeiras sondagens apontam para um impasse semelhante ao que sucedeu em Portugal. Isto é, nenhum dos principais partidos reúne condições para governar com maioria absoluta.

Não querendo antecipar desde já cenários de coligações entre esquerda/direita ou esquerda/esquerda, creio que há uma análise que deverá ser feita e que, também em Portugal, não o foi.

HÁ IMPOSTOS E IMPOSTOS

Um pouco por todo o País, está nesta altura a discutir-se o Imposto Municipal sobre Imóveis nas Autarquias.

Autarquias há em que se pratica a isenção nos centros históricos sem olhar à preservação e outras tantas há em que se aplica o Imposto tendo em conta a preservação do imóvel.

É o caso de Sintra em que os proprietários de imóveis mal preservados e, em certos casos, devolutos, vão sofrer um aumento do Imposto por forma a incentivar ou a recuperação dos imóveis ou a venda a terceiros efectivamente interessados nessa actividade.

MÉRITO E TEATRO

É melhor nem falar de meritocracia, li algures esta semana sendo que dei comigo a concordar. Falar de meritocracia é quase tabu num País em que, cada vez mais se vinga por se parecer e não por ser. E às vezes o parecer não respeita à qualidade e à competência, mas sim a tentar chegar à tal “caridadezinha”.

SILÊNCIO

Na semana passada, enquanto se preparava a crónica semanal, chegou a todos nós a notícia dos atentados de Paris.

Naquela hora, por muito que tentasse, as palavras faltaram perante o choque de um ataque bem no coração de Paris.

Ainda hoje, ao ouvir todos os relatos de sobreviventes, é difícil não engolir em seco perante tamanho acto de terrorrismo.

Talvez ainda mais do que se esperava, tendo em conta exemplos bem recentes, a Europa acordou para o risco de ataques terroristas eminentes.

A SEMANA DE CAVACO

Com os acordos fechados à esquerda, é mais que previsível a queda do Governo liderado pela coligação PSD-CDS.

Estão criadas as condições exigidas por Cavaco Silva para aceitar um Governo de esquerda, tanto que, para já, nem o Bloco, nem o PCP, farão parte do Executivo.

JE NE SUI PAS CM

Esta semana rebentou mais uma polémica a envolver o Jornal Correio da Manhã. No entanto, desta feita não foi por alguma notícia muito pouco crível que fosse publicada.

A ESCOLHA ESPERADA NUMA DECLARAÇÃO INESPERADA

Cavaco Silva veio anunciar a decisão que já todos esperávamos: a indigitação de Pedro Passos Coelho como Primeiro-Ministro.

Isto depois de ter exigido uma maioria parlamentar e um governo estável para que procedesse à indigitação do futuro Primeiro-Ministro.

Desta forma, iremos ter um Governo de minoria que durará poucos meses até uma nova eleição, levando assim a uma instabilidade inevitável.

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