24 Abril 2017      11:25

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PRESIDENCIAIS FRANCESAS

No rescaldo das presidenciais francesas, temos Le Pen e Macron a passar à segunda volta, com este último a conquistar o apoio de quase todos os candidatos derrotados, à excepção de Mélenchon que, por ora, não revelou o seu sentido de voto no próximo dia 07 de Maio, data agendada para a segunda volta.

Para o Partido Socialista francês foi, porventura, a maior derrota de sempre, estando o Partido dividido entre Macron e Hamon, o candidato apoiado oficialmente pelo Partido.

Com excepção de Mélenchon, que teria aqui oportunidade para melhorar a sua imagem junto dos seus apoiantes e não só, da esquerda à direita, todos os candidatos se unem no apoio a Macron para derrubar Le Pen.

Mesmo os níveis de abstenção demonstram a urgência em acabar com o reinado de Le Pen sendo que, com toda a divisão de candidatos nesta primeira volta, o risco de dar a vitória de mão beijada à extrema-direita foi enorme.

Cabe agora a todos os partidos fazer o que já deveriam ter feito na primeira volta, apoiar o único candidato com opções realistas de derrotar Le Pen.

O seu percurso pode não ter sido o mais claro mas, o que é facto é que, comparativamente às ideias nacionalista de Le Pen, Macron sempre foi o candidato que mais se destacou e, não fosse o individualismo de determinados partidos, poderia já hoje ser o Presidente de França.

Agora resta esperar e ver os desenvolvimentos que estas duas semanas de campanha trarão. Enganem-se os que pensam que está tudo ganho para os lados de Macron. Da extrema direita tudo se pode esperar, incluindo estratégias que poderão desacreditar Macron.

É continuar a lutar até ao último voto e até ao fecho das urnas para que Le Pen não conquiste não só a presidência, como o poder ou a força que lhe permita uma intervenção na gestão governativa de Macron.

Dia 07 ditará o resultado. Esperemos que com uma diferença relevante entre os dois candidatos.

 

 

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