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Opinião

CUMPRIMOS O DÉFICE. E PORTUGAL?

Só quem coloca a ideologia à frente do País é que não ficaria satisfeito com os resultados do défice de 2016 apresentados pelo Governo.

É curioso assistir aos que hoje fazem tanta questão em afirmar que os 2,1% de défice se deve exclusivamente a António Costa, foram os mesmos que ainda hoje contestam a governação de Pedro Passos Coelho, que recebeu um défice de 11,2% de Sócrates e entregou o País ao actual governo com um défice de 3% (sem contar com o BANIF).

60 ANOS DOS TRATADOS DE ROMA: O FUTURO DA EUROPA

“ A Europa não se fará de uma só vez, nem de acordo com um plano único. Far-se-à através de realizações concretas que criarão, antes de mais, uma solidariedade de facto” (Robert Schuman, maio de 1950)

Numa altura em que comemoramos 60 anos desta União Europeia (UE27) sentimos todos a enorme contribuição que deu para um período de paz que se prolongou por sete décadas, num espaço de 500 milhões de cidadãos a viver em liberdade, de acordo com as regras democráticas que conhecemos, numa das economias mais avançadas de prósperas de todo o Mundo.

A INDÚSTRIA DA CORRUPÇÃO

A prática da corrupção conduz a sociedades mais desiguais, perverte a distribuição de riqueza e de oportunidades, aprofunda injustiças sociais e coloca em risco a dignidade humana.

INTERIORIDADES

É comumente conhecido que, sempre que se aproximam as eleições autárquicas, as questões das interioridades assumem um lugar de destaque nos discursos mais acerbados.

A quantidade de pensamentos não estruturados, reflexos de ideologias operadas a partir do erro, tornam-se frequentes.

UMA NOVA FORMA DE TERRORISMO

Há cerca de uma semana e meia que o Mundo anda a meio gás devido a um ataque informático à escala global.

Do que se tem ouvido, os “piratas” informáticos invadem os computadores de empresas e particulares, bloqueiam os mesmos e exigem quantias monetárias para que façam o sistema voltar à normalidade.

Em consequência deste ataque, várias empresas suspenderam ou reduziram os seus serviços. Em Portugal, alguns servidores de e-mail de ministérios ficaram com algumas falhas, impedindo assim as comunicações de e para esses serviços.

ODES PARTE III

The Pale Fountains: Thank You

Sabe a Verão pelo ritmo doce e porque nos obriga a olhar para trás. Como todos sabemos, Verão só é Verão perante a memória dos que já passaram... É a única estação sem Presente ou Futuro. Enfim, exagero, sob condições especiais um certo Futuro pode ser entrevisto, mas de muito pouco vale. Nem como sonho. Nem como desejo...

 

Laurie Anderson: O Superman

Alguém que pergunta de onde vem o encantamento nas performances musicais de Laurie Anderson.

Arrisco a seguinte resposta:

A ALBARDA

Aquilo era uma cidade cosmopolita, cheia de gente em movimento, lojas e lojas, umas grandes e grandiosas, outras pequenas e gourmet. Aquilo era uma cidade em movimento, um não parar de gente que sempre apressada, nunca parecia contente.

A VITÓRIA DA SIMPLICIDADE

Com um palco vazio, algumas imagens, simples, de fundo e a sua voz em conjunto com o fantástico arranjo musical, Salvador Sobral conquistou a Eurovisão e trouxe o primeiro lugar no festival.

Embora hoje todos o felicitem, muitos o criticaram, pela forma de vestir, pelos trejeitos a cantar, pela falta de “festivalidade” da música, enfim, diria mesmo que para muitos, só por ser português tinha milhões de defeitos.

ODES PARTE II

The Breeders

Duas manas, nem bonitas nem feias. Enfim, duas manas feiotas. Uma mulher que mais parecia um homem. E um homem que não se parecia com coisa nenhuma. Uma espécie de Pixies do avesso. O resultado nem sempre foi equilibrado – dir-se-ia que muito naturalmente. Mas por vezes conseguiram ser geniais. Outras ainda simplesmente perfeitos, ou perfeitas – pois os cérebros eram as manas –, como em Cannonball ou em No Aloha!

 

Sparks - La Dolce Vita (1979)

CASCAS

Estavam sentados à volta de uma mesa de tampo de mármore e pernas de ferro ferrugento, com os pés de borracha. À sua frente, uma meia dúzia de minis e um monte de cascas de amendoim e tremoços. Sentavam-se todos à volta da mesa com o cerimonial de comensais em banquete real mas comiam caracóis e alcagoitas e bebiam minis em vez de ostras, caviar e champagne.

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