8 Maio 2017      06:37

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INDEPENDÊNCIA?

Esta semana assistimos a uma enorme reviravolta, já esperada para alguns, na corrida às autárquicas do Porto.

Rui Moreira não gostou de ouvir Ana Catarina Mendes afirmar que uma vitória daquele seria igualmente uma vitória do PS, tendo prescindindo do apoio do Partido.

Nessa sequência, Manuel Pizarro, actual vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, apresentou a sua candidatura pelo PS, com o Partido unido em seu redor.

Não obstante todo o trabalho desenvolvido e algumas posições importantes na sua gestão, o que é certo é que, sem o apoio do PS, na pessoa do vice-presidente da Autarquia, Rui Moreira não teria conseguido o que conseguiu neste último mandato, daí a sua vitória ser também uma vitória do PS.

Este recente tique autoritário de Rui Moreira, tentando fazer crer que ele foi o único que fez todo o trabalho na autarquia, mais do que um grande tiro no pé que lhe poderá custar, senão a câmara, pelo menos a maioria absoluta, é um total desrespeito por toda a sua equipa.

Alguém que gere uma equipa e não consegue reconhecer todo o trabalho que a mesma desenvolveu e que o ajudou a vir para as luzes da ribalta, não merece gerir uma das maiores autarquias do País.

A competência é sem dúvida enorme, mas ninguém é capaz de fazer tudo o que foi feito pelo Porto neste último mandato sozinho, daí a imprescindibilidade de Manuel Pizarro na sua equipa. Foi sem dúvida uma excelente equipa com a qual o Porto apenas teria a ganhar.

Certamente coligações terão que ser feitas e, pode ser que Rui Moreira passe a ser um membro da equipa autárquica e que, daqui por uns anos, também ele sinta a necessidade de ver o seu trabalho reconhecido.

Contrariamente ao que o próprio Rui Moreira afirmou esta semana, não precisamos de uma ditadura. Precisamos sim de pessoas e líderes que saibam viver e gerir em democracia.

Imagem de capa de portugalresident.com

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