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XXI CONGRESSO

Teve lugar neste fim-de-semana, o XXI primeiro congresso do Partido Socialista, do qual António Costa saiu reeleito como Secretário-Geral eleito por larga maioria, o mesmo sucedendo com a sua lista para os Órgãos Nacionais.

Foi sem dúvida um congresso de afirmação do Secretário-Geral enquanto tal e enquanto Primeiro-Ministro, o mesmo sucedendo com a sua equipa, nomeadamente com a reafirmação da confiança ao Ministro da Educação.

FEBRE AMARELA

À data em que esta crónica se encontra a ser escrita, estão a caminho de Lisboa, milhares (segundo a comunicação social) de pais e alunos que se irão manifestar contra os cortes no ensino privado.

Não pondo em causa o direito à manifestação é sem dúvida de censurar a utilização abusiva feita por pais e professores dos seus filhos e alunos em toda esta polémica.

Ver crianças em manifestações a gritar palavras como “liberdade” mexe com qualquer um e coloca-nos a pensar seriamente em todo o movimento que se anda a criar em torno da cor amarela.

PÚBLICO, PRIVADO E SEMI-PÚBLICO

Muito se tem dito e escrito relativamente ao corte nos contratos de associação com os colégios privados.

Para que melhor se compreenda o que está em causa nesta questão e aproveitando uma metáfora muito utilizada nestas semanas basicamente um contrato de associação é como se fossemos comprar um Ferrari sendo que apenas pagaríamos 20%, ficando o Estado encarregue do pagamento da restante percentagem.

RESSABIAMENTO À DIREITA

Ao longo desta semana, a direita, ou melhor o centro direita, uma vez que estamos a falar do PSD, mostrou o auge do seu ressabiamento.

Primeiro assistimos a Passos Coelho, em mais uma das suas crises de memória, afirmar que não iria à Inauguração do Túnel do Marão pois enquanto Primeiro-Ministro nunca tinha estado presente em qualquer inauguração, tendo sido rapidamente desmentido pela própria historia do seu Mandato.

SERÁ UMA SURPRESA ASSIM TÃO GRANDE?

Há semanas que o Mundo acorda com novas notícias sobre os “Panamá Papers” um escândalo que envolve várias personalidades a nível mundial que, através de esquemas legais, financeiros e fiscais, transferiram as suas fortunas para os denominados paraísos fiscais.

Muitas foram as críticas de pessoas surpresas com este escândalo e com a capacidade das pessoas conseguirem diluir o seu património de forma quase imperceptível.

Mas, repetindo o título desta crónica, será uma surpresa assim tão grande?

42 ANOS DEPOIS

Hoje assinalam-se 42 anos do Vinte e Cinco de Abril, ao mesmo tempo que se celebram 40 anos da Constituição da República Portuguesa.

Hoje, mais do que nunca, assistimos a várias discussões que nos levam a ponderar o conceito de liberdade.

Questões como a liberdade de acesso ao Ensino com a fixação de taxas no Ensino Superior e como a liberdade de género, com a aprovação de legislação que possibilita a adopção por casais do mesmo sexo são alguns dos exemplos de áreas em que a liberdade ainda está longe de ser totalmente conquistada.

CIDADÃOS E CIDADÃS

Após o escândalo dos “Panama papers” esta semana rebentou mais uma polémica em toda a comunicação social e que tem despoletado diversas reacções em toda a opinião pública.

Para o Bloco de Esquerda, o termo “cidadão” no Cartão do Cidadão surge como um termo discriminatório, como que apenas se referindo aos cidadãos do sexo masculino, deixando as cidadãs de parte.

QUEIROSISMOS

Ponto prévio, nunca simpatizei muito com João Soares. Sempre houve algo na sua forma de actuar enquanto dirigente que me deixou de pé atrás, sentimento que se manteve aquando da sua nomeação para Ministro da Cultura.

Não obstante este sentimento, não posso deixar de discordar com tudo o que levou à sua demissão durante esta semana.

Quando um comentário queirosiano (sim, basta ler um pouco da obra do Autor para identificarmos a metáfora) é de tal forma desvirtuado que leva à demissão de um Ministro, tal facto deve fazer-nos pensar.

FALSA RENOVAÇÃO

Terminado o congresso do PSD, a grande conclusão é “a renovação não passou de um título para imprensa ver”.

Ainda antes do congresso eram vários os apelos à mudança da estratégia tomada pelo Partido até aqui, começando por mudar caras e políticas.

Para além da sugestão (plausível) de Paulo Rangel para que terminem as designações de “dr” e “eng”, entre outros, nada mais se ouviu relativamente a propostas para o País.

EGOS

Há dias assisti a uma cena caricata.

Alguém numa situação no trânsito em vez de reconhecer o erro (circulação indevida na faixa da esquerda) optou por mostrar a cédula profissional à pessoa que a estava a alertar sem que esta lhe tenha faltado sequer ao respeito.

Fiquei a pensar se tal acto foi para amedrontar o terceiro ou se foi apenas para alimentar o ego da pessoa visada.

A mim causou-me uns bons momentos de boa disposição. Ao terceiro creio que nem isso pois não se mostrou minimamente preocupado e seguiu o seu caminho.

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