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42 ANOS DEPOIS

Hoje assinalam-se 42 anos do Vinte e Cinco de Abril, ao mesmo tempo que se celebram 40 anos da Constituição da República Portuguesa.

Hoje, mais do que nunca, assistimos a várias discussões que nos levam a ponderar o conceito de liberdade.

Questões como a liberdade de acesso ao Ensino com a fixação de taxas no Ensino Superior e como a liberdade de género, com a aprovação de legislação que possibilita a adopção por casais do mesmo sexo são alguns dos exemplos de áreas em que a liberdade ainda está longe de ser totalmente conquistada.

CIDADÃOS E CIDADÃS

Após o escândalo dos “Panama papers” esta semana rebentou mais uma polémica em toda a comunicação social e que tem despoletado diversas reacções em toda a opinião pública.

Para o Bloco de Esquerda, o termo “cidadão” no Cartão do Cidadão surge como um termo discriminatório, como que apenas se referindo aos cidadãos do sexo masculino, deixando as cidadãs de parte.

QUEIROSISMOS

Ponto prévio, nunca simpatizei muito com João Soares. Sempre houve algo na sua forma de actuar enquanto dirigente que me deixou de pé atrás, sentimento que se manteve aquando da sua nomeação para Ministro da Cultura.

Não obstante este sentimento, não posso deixar de discordar com tudo o que levou à sua demissão durante esta semana.

Quando um comentário queirosiano (sim, basta ler um pouco da obra do Autor para identificarmos a metáfora) é de tal forma desvirtuado que leva à demissão de um Ministro, tal facto deve fazer-nos pensar.

FALSA RENOVAÇÃO

Terminado o congresso do PSD, a grande conclusão é “a renovação não passou de um título para imprensa ver”.

Ainda antes do congresso eram vários os apelos à mudança da estratégia tomada pelo Partido até aqui, começando por mudar caras e políticas.

Para além da sugestão (plausível) de Paulo Rangel para que terminem as designações de “dr” e “eng”, entre outros, nada mais se ouviu relativamente a propostas para o País.

EGOS

Há dias assisti a uma cena caricata.

Alguém numa situação no trânsito em vez de reconhecer o erro (circulação indevida na faixa da esquerda) optou por mostrar a cédula profissional à pessoa que a estava a alertar sem que esta lhe tenha faltado sequer ao respeito.

Fiquei a pensar se tal acto foi para amedrontar o terceiro ou se foi apenas para alimentar o ego da pessoa visada.

A mim causou-me uns bons momentos de boa disposição. Ao terceiro creio que nem isso pois não se mostrou minimamente preocupado e seguiu o seu caminho.

ECONOMIAS BARATAS

Belmiro de Azevedo afirmou esta semana que não o surpreende que venham a existir economias sustentadas em mão-de-obra barata.

Olhando para os vencimentos auferidos pelos trabalhadores do grupo que gere, este tipo de declarações não surpreende. No fundo, Belmiro de Azevedo está apenas a afirmar e a defender aquilo que pratica.

Não o podemos criticar pela incongruência.

ADEUS CAVAQUISMO

No próximo dia 09 de Março diremos adeus a Cavaco Silva. Após 10 anos como Presidente da República, e quase outros tantos como Primeiro-Ministro, o político que diz não o ter sido, Cavaco Silva abandona os palcos políticos.

Enquanto Primeiro-Ministro, passou do betão das auto-estradas, dos subsídios ao sector terciário para deixar de produzir, terminando nas cargas policiais sobre polícias, mantendo, no entanto, uma imagem coerente com o regime rígido que sempre defendeu e apoio.

Enquanto Presidente da República, tal coerência não se manteve.

OFERECE-SE PRECARIEDADE

Há dias surgiu a notícia de uma empresa que se propõe oferecer estagiários a empresas terceiras, dando a oportunidade às mesmas de escolher se suportará algum custo com o estagiário no referente a despesas e a deslocação.

A contrario sensu, uma empresa poderá contratar um estagiário por uma quantia irrisória a pagar à empresa e ter alguém a trabalhar de borla para si.

A ideia é já de si censurável mas o mais censurável é existir mercado para este tipo de empresas, ou seja, empresas que pretendem trabalho praticamente escravo.

SEMANA EUROPEIA

Esta foi, talvez, uma das semanas mais importantes para Governo de António Costa, tendo este conseguido a aprovação do Orçamento de Estado por Bruxelas e pelo Parlamento e a prometida reversão da privatização da TAP.

Concorde-se ou não com as medidas, o que é facto é que, finalmente, alguém bateu o pé a Bruxelas, tornando a negociação das medidas a tomar exactamente numa negociação e não num monólogo Bruxelas-Portugal.

É certo que a austeridade continua, pois o inverso seria completamente irresponsável, mas a sua distribuição está a ser feita de forma mais igualitária.

O NOSSO ESTADO

Andamos tão centrados em nós, nos nossos objectivos e nos nossos problemas que nos esquecemos de olhar para o lado e questionarmo-nos sobre o que se anda a passar.

Estamos numa sociedade cada vez mais exigente, todos temos que ser e parecer os melhores. Os melhores estudantes, os melhores profissionais, os melhores pais...

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