A refinaria da Galp em Sines aumentou o seu fabrico de combustível para aviação para responder à instabilidade gerada pelo conflito no Médio Oriente e pelo consequente bloqueio no Estreito de Ormuz.
Com esta medida, o complexo industrial de Sines passou a garantir aproximadamente 85% do jet fuel consumido em Portugal, superando a sua quota habitual de produção que se fixava nos 80%. A estratégia da petrolífera passou por dar prioridade ao combustível aéreo face ao gasóleo que habitualmente exportava, uma política interna classificada pela empresa como optar por “produzir em vez de comprar”.
Esta alteração no planeamento fabril não colocou em risco o fornecimento de diesel aos condutores portugueses, dado que o corte afetou apenas os volumes direcionados para o estrangeiro.
Apesar do reforço da atividade em Sines, o país ainda precisou de importar os restantes 15% de combustível para satisfazer todas as necessidades nacionais. Num quadro global de forte pressão sobre o abastecimento e de subida dos preços do petróleo devido à interrupção de rotas marítimas vitais, os Estados Unidos converteram-se no principal fornecedor do mercado europeu. Ainda assim, a flexibilidade operacional da refinaria alentejana foi decisiva para que Portugal conseguisse travar os impactos mais graves desta crise energética no setor da aviação.
