Tribuna Alentejo
ana-paula
Cultura

Setor da Cultura no Alentejo deve qualificar recursos humanos

O estudo “Cultura no pós Alentejo 2020”, elaborado pelo Observatório Português das Atividades Culturais (OPAC), recomenda a qualificação dos recursos humanos, a criação de instâncias de mediação nos programas de financiamento e o alargamento das redes a mais estruturas no setor da cultura no Alentejo.

De acordo com a agência Lusa, este trabalho foi apresentado no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, em Évora, e revela que deve ser assegurada “formação para os responsáveis e agentes, em todas as dimensões e níveis, da gestão das atividades culturais de modo a suprir as carências dos recursos humanos”.

É ainda proposta a “efetiva qualificação das programações e das suas articulações às políticas públicas”, criando “condições para a profissionalização no setor e para a própria capacitação cultural dos intervenientes”.

Os autores defendem que a gestão dos programas de financiamento “deve ser profundamente revista” para “assegurar uma comunicação eficaz, facilitar a instrução dos processos de candidatura e garantir a transparência dos procedimentos”.

Estas mudanças exigem “forte qualificação específica de recursos humanos e a criação de instâncias institucionais dedicadas a mediar e acompanhar a complexa relação entre as políticas públicas e os agentes culturais”.

“Os programas deverão ser definidos de modo a permitir melhorar fortemente a adequação dos seus objetivos às reais necessidades identificadas pelos agentes e autarquias e não como oportunidades de financiamento”, pode também ler-se no documento.

O estudo sugere ainda que as redes culturais devem ser “alargadas a mais estruturas, programações e domínios” e também “desdobradas territorialmente” para “reforçar o seu potencial, que foi generalizadamente reconhecido”.

O trabalho defende igualmente que a cultura deve ser reforçada como “fator de desenvolvimento, em todas as dimensões, e assumida transversalmente no seu papel estratégico em todos os setores de atividade” e não apenas no seu.

Nesse sentido, “o reforço da afirmação da cultura deverá passar pela definição de uma estratégia e de um Plano Regional de Cultura, bem como pela ação da Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlen)”.

Ana Paula Amendoeira, diretora regional de Cultura do Alentejo, congratulou-se com a criação desta “fotografia sobre a dimensão” do setor na região alentejana, acrescentando que “este estudo é um documento que informa a decisão, que foi feito com rigor, com métodos científicos e é independente e que nos valida uma série de informações e contributos importantes para a decisão”.

Segundo a responsável, este trabalho “é absolutamente prévio ao Plano Regional de Cultura” e as recomendações feitas pelos autores vão agora ser desenvolvidas para, posteriormente, se avançar com a criação deste documento estratégico.

O estudo foi realizado pelo OPAC, em 2020 e 2021, no âmbito do acordo de parceria estabelecido, a pedido da DRCAlen, com o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

 

Fotografia de infocul.pt

Artigos relacionados

Câmara de Évora tranquiliza CENDREV, lembrando que em 2025 a autarquia apoiou aquela companhia em mais de 800 mil euros

Redação Alentejo

Sines devolve Igreja de Nossa Senhora das Salas ao público, após restauro de dois anos

Redação Alentejo

11 anos voltam as Festas do Povo de Campo Maior, Património da Humanidade

Redação Alentejo

Elvas vai recuperar o seu maior paiol, erguido no século XVII, na Guerra da Restauração

Redação Alentejo

“Beja na Rua” transforma o centro histórico da cidade num palco de verão

Redação Alentejo

Jovens bailarinas de Beja vão bater-se com elite europeia de dança

Redação Alentejo