O Ministério Público (MP) acusou formalmente o piloto de um balão de ar quente, o dono da empresa turística e a própria empresa coletiva pelos crimes de homicídio por negligência e infração de regras de segurança. A acusação, divulgada pela Procuradoria-Geral Regional de Évora, surge na sequência de uma investigação a um trágico acidente ocorrido a 28 de abril de 2024 em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora.
Durante um passeio turístico que transportava 13 passageiros sobre a região do Alqueva, o piloto não conseguiu realizar a aterragem em segurança num terreno planeado. Face às dificuldades de manobra da aeronave, as falhas de segurança e as ordens dadas no momento da aproximação ao solo culminaram na queda ou salto de ocupantes. Um homem de 55 anos de idade saltou do balão numa tentativa de auxiliar o piloto no processo de aterragem, mas acabou por cair na albufeira da barragem e faleceu por afogamento.
Segundo os relatórios das autoridades descritos na imprensa, como as investigações publicadas pelo Observador e transmitidas pela RTP, o Ministério Público imputa agora aos três arguidos a prática de condução perigosa por meio de transporte ar e violação grave das regras de construção ou de segurança, crimes que foram agravados pelo resultado de morte da vítima.
