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Política Nacional

Governo e Exército alinhados. Aceleração da inovação tecnológica militar e integração na rede da NATO é urgente

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, e o Exército português defenderam a urgência de acelerar a inovação tecnológica no setor militar para garantir a eficácia operacional do país perante os novos cenários de guerra global. Durante o encerramento do exercício militar ARTEX26 e da iniciativa europeia HEDI OPEX26, no Campo Militar de Santa Margarida, o governante sublinhou que a rápida evolução de ferramentas de combate, como os drones, exige uma adaptação quase imediata das Forças Armadas, sob o risco de derrota em futuros conflitos.
O ministro lembrou que Portugal cumpriu em 2025 o objetivo de aplicar 2% do PIB no setor da Defesa, mas frisou que o montante financeiro precisa de ser convertido em melhorias práticas e capacidades reais de combate. A estratégia foca-se na forte cooperação entre as academias, os centros de investigação e o tecido empresarial para testar e aperfeiçoar novos protótipos de segurança.
Paralelamente, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Eduardo Mendes Ferrão, revelou a oficialização de um protocolo com a DIANA, a rede de inovação da NATO, que vai incluir o Centro de Experimentação e Modernização Tecnológica do Exército como um polo oficial de testes associado. O general avançou também que está para breve a concretização da Zona Livre Tecnológica D. Afonso Henriques, em São Jacinto, Santa Margarida e Beja, que servirá de plataforma para ensaios terrestres e aéreos complexos com material bélico real. O plano do Exército passa por posicionar o território nacional como uma referência europeia na experimentação militar.
O evento contou ainda com a intervenção do diretor executivo da Agência Europeia de Defesa, André Denk, que reforçou o caráter urgente das ameaças de segurança à União Europeia, impulsionadas pelo conflito na Ucrânia e por ataques híbridos. No âmbito destas demonstrações tecnológicas, que envolveram peritos ucranianos e testaram mais de uma centena de inovações, foram selecionadas quatro empresas europeias que vão receber 300 mil euros cada para continuar a desenhar novas soluções militares de vanguarda.

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