O Governo português planeia criar seis grandes polos empresariais estratégicos pelo país com o objetivo de atrair e fixar multinacionais de grande dimensão, sendo que uma dessas grandes áreas de acolhimento será instalada no interior do Alentejo. O anúncio foi feito pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que explicou que estas novas zonas industriais vão ter extensões entre os três e os oito quilómetros quadrados, funcionando como modelos inspirados na escala do atual complexo de Sines. A intenção do executivo é garantir que o país dispõe de terrenos devidamente infraestruturados e com dimensões apelativas para responder à forte procura de investidores internacionais, evitando assim a perda de projetos de grande escala para outros países devido à escassez de espaço preparado. De acordo com o governante, a aicep Global Parques ficará responsável pela promoção destes espaços, enquanto a localização exata de cada um será definida pelas respetivas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), cabendo à tutela assegurar o devido financiamento para as obras. Além da infraestrutura planeada para o interior alentejano, a distribuição geográfica dos restantes cinco polos prevê a instalação de dois complexos na região Norte, dois na região Centro (divididos entre o litoral e o interior) e um na área de Lisboa.
